Um homem condenado a mais de 72 anos de prisão foi preso na tarde desta quarta-feira (21) enquanto almoçava tranquilamente em um restaurante no bairro Meia Praia, em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina.
O foragido, identificado como Luciano da Silveira, mais conhecido no meio policial como “Puro Osso”, estava com um mandado de prisão definitiva, decorrente de condenação por crimes como roubo a caixa eletrônico, organização criminosa e uso de explosivos no Rio Grande do Sul.
Tentou reagir armado
De acordo com informações apuradas, dois policiais militares à paisana reconheceram o criminoso dentro do estabelecimento e realizaram a abordagem.
Ao perceber que seria preso, Luciano tentou reagir. Ele sacou uma arma de fogo e investiu contra os agentes, iniciando uma intensa luta corporal dentro do restaurante. A cena chamou a atenção dos clientes que estavam no local.
Apesar da resistência, os policiais conseguiram imobilizar o suspeito e efetuaram a prisão. Ninguém ficou ferido durante a ação.
Histórico pesado
Luciano da Silveira tem um longo histórico no mundo do crime. Ele é apontado como um dos cérebros do famoso assalto a uma fábrica de joias ocorrido em dezembro de 2012, no município de Cotiporã, no interior do Rio Grande do Sul.
Na ocasião, o grupo criminoso usou explosivos, fez moradores reféns e causou um rastro de destruição. Durante as investigações, a polícia encontrou em um dos esconderijos do bando uma grande quantidade de explosivos, armas de grosso calibre, munições de uso restrito e veículos clonados.
“Puro Osso” também já havia sido preso no início dos anos 2000 por porte de explosivos e participação em roubos de veículos de alto padrão, segundo apontam registros das forças de segurança.
Vida de fuga
As autoridades relatam que Luciano levava uma vida de constantes mudanças. Ele alternava esconderijos entre cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina para dificultar sua localização.
Ainda assim, o mandado de prisão contra ele tinha validade até 9 de janeiro de 2044, com uma pena restante de 72 anos, 1 mês e 20 dias.
Encaminhamento
Após ser algemado, o criminoso foi levado para a Delegacia de Polícia de Itapema, onde ficou à disposição da Justiça para cumprimento da pena.















