Um homem de 33 anos foi encontrado morto dentro de casa em Rio do Sul, no Vale do Itajaí, e o corpo permaneceu na residência por quase um dia à espera da liberação. A demora gerou revolta entre os familiares, que passaram horas tentando contato com o responsável por autorizar a remoção.
A vítima, Leandro Mariano de Oliveira, foi encontrada na quarta-feira (27) em uma casa na rua Pomerode. O pai dele estava em Curitiba a trabalho e começou a se preocupar após ficar sem contato com o filho desde segunda-feira. A confirmação da morte chegou por meio da ex-mulher, que foi até o local a pedido da família.
Por ter sido encontrada sem contato havia dias, a morte precisava ser esclarecida antes da remoção, e a funerária não pôde retirar o corpo sem a devida liberação. Segundo os familiares, equipes estiveram na residência mais de uma vez, mas mesmo quase um dia após a localização do corpo a liberação ainda não havia sido concluída. Eles relataram que passaram a madrugada tentando contato com o responsável, sem resposta.
Um fica empurrando um para o outro e ninguém libera.
A família chegou a acionar uma funerária, mas, nos casos em que a pessoa é encontrada morta dentro de casa, a remoção depende da liberação oficial. Sem o atendimento, os parentes precisaram deixar o corpo na residência durante a noite. “Tivemos que sair, deixar o corpo ali, ir para casa, dormir um pouquinho”, contou um familiar.
O atendimento
Segundo os relatos, equipes do SAMU, do Corpo de Bombeiros e da polícia estiveram no local, mas nenhuma das que atenderam na residência tinha atribuição para atestar o óbito e autorizar a remoção. Durante o acompanhamento do caso, representantes das secretarias de Saúde e de Assistência Social estiveram na casa, e um médico do município avaliou a situação.
Em nota, a Polícia Científica de Santa Catarina informou que foi acionada inicialmente na quarta-feira, por volta das 14h30, por meio da Polícia Civil, para atendimento de uma ocorrência de óbito. No local, equipes do SAMU e do Corpo de Bombeiros já haviam feito atendimento preliminar, apontando num primeiro momento para possível morte natural. Na ocasião, o delegado responsável dispensou o atendimento pericial e o encaminhamento ao IML, com a indicação de que o corpo fosse destinado ao serviço de verificação de óbito.
Por volta das 20h30, a Polícia Militar fez novo contato sobre o mesmo caso, e novamente foram repassadas as informações sobre o atendimento anterior e a decisão adotada. Somente na quinta-feira, após nova solicitação, o IML esteve no local e constatou que não havia vestígios de crime, nem no local nem no corpo. A vítima tinha epilepsia e não fazia uso de medicamentos.
Após a verificação, o corpo foi liberado para a família.
Fonte: RBA.






















