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Pré-candidato a deputado, ex-prefeito alvo do GAECO em SC insinua perseguição política

Em vídeo publicado nas redes no fim da tarde desta terça-feira (7), o ex-prefeito de Mafra e pré-candidato a deputado estadual Emerson Maas (MDB) não citou diretamente a Operação Pão e Circo, mas tratou o caso como "situação constrangedora" e insinuou que o desgaste tem relação com seu crescimento político. O MPSC pediu a prisão dele, negada pela Justiça.

Pré-candidato a deputado, ex-prefeito alvo do GAECO em SC insinua perseguição política
Foto: Reprodução
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Foi diante de uma rua recém-asfaltada, obra que diz ter deixado encaminhada na prefeitura, que o ex-prefeito de Mafra Emerson Maas (MDB) escolheu falar pela primeira vez depois de ter o nome ligado à Operação Pão e Circo. Em vídeo publicado nas redes sociais no fim da tarde desta terça-feira (7), o pré-candidato a deputado estadual não citou diretamente a investigação do GAECO, mas tratou o episódio como uma “situação meio complicada, meio constrangedora” e insinuou que o desgaste tem relação com o próprio crescimento político.

Maas foi um dos oito nomes que o Ministério Público de Santa Catarina tentou levar à prisão preventiva no pedido que deu origem à operação, deflagrada nesta manhã contra um cartel que fraudava licitações de shows no estado. A Justiça negou a prisão dele e dos demais investigados, com exceção do empresário José Clemir Spinelli, e aplicou medidas cautelares. No município, ele é apontado pela investigação como o principal elo entre o grupo de empresários e a administração municipal.

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No vídeo, gravado durante uma caminhada, o ex-prefeito não menciona o cartel, o bloqueio de bens ou os detalhes da apuração. Prefere costurar uma narrativa de superação pessoal e serviço público. “Quem conhece o Emerson Maas sabe do seu caráter, sabe da sua idoneidade, sabe do seu compromisso com as pessoas”, diz, em terceira pessoa, antes de lembrar que enfrentou um câncer e as dificuldades para se eleger prefeito por duas vezes.

ASSISTA AO VÍDEO

Capa do vídeo do YouTube

“Incomoda muita gente”

O tom de vitimização aparece quando ele associa o momento à ascensão política. “E agora estamos num novo projeto, um pré-candidato. Isso acaba incomodando muita gente, né? Porque a gente cresceu muito politicamente”, afirma. Sem detalhar a que atribui o “incômodo”, Maas sugere que a exposição é fruto do respaldo popular que diz ter conquistado: “Nós temos muito carinho, muito respaldo das pessoas que nos conhecem. E aí vem situações como essa que vivemos hoje”.

O ex-prefeito encerra prometendo que o caso será esclarecido e conclamando apoiadores a seguirem com ele. “Mas tenho certeza que tudo isso vai ser logo, logo esclarecido. E vamos seguir juntos, trabalhando pelas pessoas. Isso é o Emerson Maas. Seguimos juntos”, finaliza. A legenda que acompanha a publicação reforça a mensagem: “Mesmo diante dos desafios seguimos firmes, com foco e propósito”.

Reeleito em 2024 com 66,36% dos votos válidos, Maas renunciou à Prefeitura de Mafra no início de abril, obrigado pela legislação eleitoral, para oficializar a pré-candidatura a deputado estadual. Segundo o Ministério Público, o esquema investigado se repetia em dezenas de municípios catarinenses com o mesmo desenho: acerto prévio com agentes públicos antes do edital, reserva de artistas nacionais com exclusividade e concorrência simulada entre empresas do próprio grupo. Ao todo, foram mais de 400 licitações e contratações que passam de R$ 50 milhões.

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A Operação Pão e Circo cumpriu 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios, resultou na prisão de Spinelli em Itapema e no afastamento do prefeito de Governador Celso Ramos, Marcos Henrique da Silva (PL). O Tribunal de Justiça de Santa Catarina também determinou o bloqueio de cerca de R$ 9 milhões em bens e valores dos investigados. A investigação segue sob sigilo.

A reportagem segue à disposição do ex-prefeito Emerson Maas e de sua defesa para manifestação, e o espaço permanece aberto.

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