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“Estou com muito frio, fome e sede”: o resgate de idosa com Alzheimer perdida no interior de SC

Apesar do tempo em que permaneceu desaparecida e da noite ao relento, a vítima não tinha ferimentos aparentes. Foto: CBMSC

“Estou com muito frio, fome e sede”: o resgate de idosa com Alzheimer perdida no interior de SC
Foto: Reprodução
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Foram horas de angústia até o desfecho que toda a comunidade de Linha Jacó esperava. Uma idosa de 68 anos, diagnosticada com Alzheimer, foi encontrada com vida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina depois de passar cerca de sete horas desaparecida no interior de São José do Cedro, no Extremo-Oeste catarinense. Quando a guarnição finalmente a localizou, ela tremia de frio, sentia fome e sede, mas estava viva, sem ferimentos aparentes.

O alerta chegou aos bombeiros por volta das 22h20 desta terça-feira (16). Foram os próprios moradores que procuraram a guarnição, preocupados, ao perceberem que a mulher havia sumido. A partir dali, o relógio passou a contar contra o tempo: a idade avançada, a doença e as baixas temperaturas registradas na região formavam uma combinação que aumentava a preocupação a cada minuto.

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Buscas pela idosa

As equipes começaram pelo básico, reconstruir os passos da vítima. Conforme imagens de câmeras de monitoramento, ela havia deixado a casa ainda por volta das 15h, vestindo uma blusa rosa, calça na cor pêssego com estampas brancas, chinelos, óculos e um turbante na cabeça. Levava consigo uma sacola plástica. Os familiares contaram aos bombeiros que a idosa tinha Alzheimer, não apresentava limitações de mobilidade e fazia uso apenas de medicação para hipertensão.

A busca começou perto de casa. As equipes vasculharam construções vizinhas, galpões, garagens e porões, mas não havia sinal dela. Sem vestígios, a área de procura foi ampliada.

Câmeras da casa auxiliaram nas buscas

Foram justamente as câmeras que apontaram a direção. As imagens indicaram que a mulher havia seguido rumo a áreas de pastagem e lavoura, longe das ruas. Com essa pista, os bombeiros dividiram a guarnição em três frentes de trabalho para cobrir uma região difícil, formada por mata fechada, campo aberto e canavial.

O terreno não ajudava. Havia trechos íngremes e de difícil acesso, o que tornava a procura mais lenta e a aflição maior, já que ninguém sabia em que estado a idosa seria encontrada após tantas horas exposta ao frio.

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Idosa encontrada a cerca de 600 metros da casa

A resposta veio em uma área de campo, a cerca de 600 metros da residência. Lá estava ela. No momento do resgate, a idosa apresentava tremores e relatava sentir muito frio, fome e sede, sintomas compatíveis com um quadro leve de hipotermia.

Apesar do tempo em que permaneceu desaparecida e da noite ao relento, a vítima não tinha ferimentos aparentes. Ela foi encaminhada ao hospital para avaliação médica, encerrando com alívio uma operação que mobilizou os bombeiros por horas no Extremo-Oeste catarinense.

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