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“Edital público ou reunião de família”? Operação investiga suposto favorecimento e “rachadinha” no Detran-SC

Polícia Civil cumpriu 21 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná durante a Operação Efeito Dominó, que apura suspeitas de fraude, favorecimento de amigos e familiares e prática de “rachadinha” em edital do Detran-SC. Foto: Polícia Civil

“Edital público ou reunião de família”? Operação investiga suposto favorecimento e “rachadinha” no Detran-SC
Foto: Reprodução
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Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta terça-feira (26) colocou sob investigação um suposto esquema de fraude e prática de “rachadinha” envolvendo um edital do Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran-SC). Batizada de Operação Efeito Dominó, a ação cumpriu 21 mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e do Paraná.

As ordens judiciais foram executadas em Criciúma, Içara, Florianópolis, Palhoça, São José, São Lourenço do Oeste e também em Vitorino (PR). A ofensiva foi coordenada pela Delegacia de Combate à Corrupção (Decor/Deic) e mobilizou cerca de 80 policiais civis.

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De acordo com as investigações, o edital tinha como finalidade selecionar integrantes das Juntas Administrativas de Recursos de Infrações (JARIs), responsáveis por analisar e julgar recursos apresentados por motoristas contra multas de trânsito. As vagas deveriam ser ocupadas por representantes de entidades ligadas ao trânsito e por pessoas com reconhecido conhecimento na área.

No entanto, segundo a Polícia Civil, há indícios de que o processo tenha sido manipulado para favorecer pessoas ligadas aos organizadores do esquema, incluindo amigos e familiares. A investigação também aponta que duas empresas privadas teriam ocupado vagas destinadas exclusivamente a representantes da sociedade civil.

Desvio de valores

Outro ponto apurado pelos investigadores é a suspeita de desvio de parte dos valores pagos pelas sessões de julgamento das JARIs. Conforme a Polícia Civil, existem indícios da prática conhecida como “rachadinha”, em que uma parcela dos recursos recebidos pelos participantes retornaria aos coordenadores do suposto esquema.

Todo o material apreendido durante a operação será analisado pela equipe de investigação. O inquérito segue sob sigilo e busca esclarecer o alcance das irregularidades e a eventual participação dos envolvidos

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