Quando o proprietário voltou à sua casa de madeira depois de vinte dias longe, não encontrou uma janela quebrada nem uma porta arrombada. Não encontrou casa nenhuma. No lugar onde ficava a residência de fim de semana, no interior de Porto União, no Norte de Santa Catarina, sobrava apenas o piso e um banheiro de alvenaria de pé, cercado pelo mato. Todo o resto tinha sido levado embora, tábua por tábua.
O caso foi registrado na última sexta-feira (3) e chamou atenção pela ousadia dos criminosos. Segundo a Polícia Militar, o grupo desmontou a estrutura inteira de madeira do imóvel e a carregou por completo, incluindo paredes, portas, janelas e vigas. Da residência, restou apenas o banheiro, que era o único cômodo de alvenaria.
Só aos fins de semana
A propriedade fica na localidade rural conhecida como Sthenguel, a mais de 430 quilômetros de Florianópolis. A casa tinha cerca de 48 metros quadrados e era usada apenas nos finais de semana pelos donos. De acordo com a polícia, o imóvel estava mobiliado apenas com uma mesa, que também desapareceu junto com a estrutura.
Foi justamente o intervalo sem visitação que abriu a janela para o crime. Em relato à polícia, o proprietário contou que estava havia cerca de vinte dias sem ir até o local, e por isso não é possível cravar a data exata em que a casa foi desmontada. Quando retornou, deu de cara com o espaço vazio e acionou a corporação.
Um crime de fôlego
Levar uma casa inteira embora não é tarefa de minutos. A remoção de paredes, esquadrias e vigas de uma residência de seis metros por oito exige tempo, ferramenta e transporte, o que reforça a hipótese de que os autores agiram com folga ao longo do período em que o imóvel ficou sem ninguém por perto. Até o momento, não há informações sobre como o grupo escoou o material.
A Polícia Militar orienta que qualquer informação capaz de ajudar na identificação dos responsáveis ou na localização da madeira furtada seja repassada pelo telefone 190 ou diretamente à delegacia.
Uma pessoa suspeita pelo crime já foi identificada, mas até a última atualização ninguém havia sido preso. A estimativa exata do prejuízo ainda está sendo apurada. A Polícia Civil segue investigando o caso.
























