Cinquenta anos em pé. Foi em 1975 que o Edifício Irajá, no Centro de Itajaí, recebeu os primeiros moradores. De lá para cá, foram gerações inteiras passando pelos mesmos corredores, 16 apartamentos distribuídos em quatro andares e meio século de histórias acumuladas. Nesta segunda-feira, começou a demolição do prédio que cedeu em abril e tirou 65 pessoas de casa às pressas.
As primeiras imagens, divulgadas em redes sociais, mostram uma escavadeira de grande porte avançando sobre a parte dos fundos do edifício, justamente onde o afundamento de cerca de 40 centímetros foi mais grave. Conforme a Prefeitura de Itajaí, a demolição total foi decidida pelos proprietários em razão do alto custo e do tempo que seriam necessários para recuperar a estrutura.
O pedido de Licença de Demolição foi protocolado na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e na Defesa Civil de Itajaí no dia 30 de abril. Conforme o município, os trabalhos começam pela área mais comprometida, nos fundos do prédio, e avançam em direção à frente, estratégia adotada para reduzir riscos às construções vizinhas.
A linha do tempo do caso é curta, mas marcante. Na noite de 15 de abril, parte da estrutura cedeu e o piso afundou cerca de 40 centímetros. Os 65 moradores deixaram o local na mesma noite, muitos apenas com a roupa do corpo. Três pessoas tiveram ferimentos leves causados por estilhaços de vidro. A Prefeitura de Itajaí acionou um abrigo no Salão Paroquial da Igreja Matriz para acolher as famílias, enquanto a maioria seguiu para casas de parentes e amigos.
Nos dias seguintes, vistorias técnicas com apoio do coordenador de engenharia da Univali apontaram inclinação da edificação, afundamento do piso térreo e comprometimento de elementos estruturais. A retirada dos pertences, autorizada pela Defesa Civil, foi feita de forma controlada e em etapas, primeiro os itens menores, depois móveis e objetos de maior porte.
Conforme a Prefeitura de Itajaí, a demolição segue um cronograma de 30 dias úteis, sendo os 10 primeiros destinados à preparação e derrubada da estrutura e os 20 seguintes à retirada do entulho e limpeza do terreno. A Seduh e a Defesa Civil de Itajaí acompanham todas as etapas para garantir o cumprimento das normas de segurança. Até o momento, não há registro de novos incidentes relacionados à operação.
























