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Operação Verão: praias da Grande Florianópolis somam quase 400 ocorrências com crianças perdidas

Quase 400 casos de crianças perdidas foram registrados nas praias da Grande Florianópolis durante a alta temporada de verão. Todas as ocorrências foram atendidas pelos guarda-vidas do Corpo de Bombeiros.

Operação Verão: praias da Grande Florianópolis somam quase 400 ocorrências com crianças perdidas
Foto: Reprodução
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Durante a alta temporada de verão, as praias da Grande Florianópolis registraram um número expressivo de ocorrências envolvendo crianças que se afastaram de seus responsáveis. Entre os dias 30 de dezembro de 2025 e 5 de janeiro de 2026, aproximadamente 400 casos foram atendidos pelas equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, conforme balanço divulgado pela corporação.

Os atendimentos ocorreram ao longo da Operação Verão Santa Catarina, período marcado por intenso fluxo de turistas e moradores no litoral. Segundo os bombeiros, todas as situações foram resolvidas pelas guarnições que atuavam nas praias, sem registro de consequências mais graves.

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Uma das principais orientações repassadas pelo CBMSC é que crianças utilizem algum tipo de identificação enquanto permanecem na praia. Em todos os postos de guarda-vidas, há pulseiras próprias para esse fim, que podem ser usadas inclusive dentro da água. Nelas, os responsáveis preenchem o nome da criança, o nome do adulto responsável e um telefone para contato, o que agiliza o reencontro em caso de desencontro.

Quando alguém se depara com uma criança perdida, a recomendação é manter a calma, verificar se há identificação e observar se algum responsável está procurando nas proximidades. Uma prática bastante conhecida nas praias catarinenses também é incentivada: o uso de palmas para chamar a atenção das pessoas ao redor, enquanto um adulto coloca a criança nos ombros, facilitando a visualização até que a família seja localizada ou a criança seja encaminhada com segurança a um posto de guarda-vidas.

Ao longo de toda a operação, o CBMSC contabilizou cerca de 3 milhões de ações preventivas. Mesmo com o grande número de banhistas, não houve registro de afogamento com morte, tanto em ambientes de água salgada quanto de água doce, resultado que reforça a estratégia preventiva adotada durante a temporada.

No mesmo intervalo, foram registrados 396 salvamentos e resgates, além de 31 atendimentos realizados com o apoio do Arcanjo, serviço aeromédico da corporação. A operação mobilizou mais de dois mil guarda-vidas, distribuídos em 153 praias de Santa Catarina.

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Outro dado que chamou a atenção foi o aumento significativo de lesões provocadas por água-viva. Ao todo, foram 8.572 ocorrências, número mais de 50% superior ao da temporada anterior. De acordo com o professor Charrid Resgalla, da área de Oceanografia da Univali, o crescimento está diretamente relacionado à maior presença de pessoas nas praias. Segundo ele, embora as lesões tenham aumentado mais de 10% entre 2024 e 2025, o volume de banhistas foi cerca de 4,5 vezes maior, o que explica a elevação nos atendimentos.

Diante do cenário de praias cheias, o Corpo de Bombeiros reforça que os banhistas procurem sempre o posto de salva-vidas mais próximo antes de entrar no mar e observem atentamente as condições indicadas pelas bandeiras, informações que também podem ser consultadas no aplicativo CBMSC Cidadão.

“Nossa atuação é essencialmente preventiva, mas em situações de emergência, a população deve ligar imediatamente para o 193”, destacou o capitão BM Ian Triska, chefe do Centro de Comunicação Social do CBMSC.

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