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Corpo no rio era farsa: laudo revela asfixia e derruba versão de afogamento de ex-policial militar em SC

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do ex-policial militar, Dário Cesar Vessel Cardoso, de 58 anos, em Taió. A necropsia apontou asfixia mecânica, afastou o afogamento alegado pelos suspeitos e levou ao indiciamento de dois homens por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Fotos: Arquivo Pessoal / PMSC

Corpo no rio era farsa: laudo revela asfixia e derruba versão de afogamento de ex-policial militar em SC
Foto: Reprodução
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Começou como um desaparecimento e terminou como um inquérito de homicídio qualificado. Em Taió, no Alto Vale do Itajaí, a Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação que revelou o que estava por trás da morte do ex-policial militar de 58 anos, Dário Cesar Vessel Cardoso, cujo corpo foi encontrado boiando às margens do Rio Itajaí do Oeste. A versão que os suspeitos tentaram sustentar, de que a vítima teria entrado sozinha na água e se afogado, ruiu diante do laudo da Polícia Científica.

O caso chegou à Delegacia de Polícia de Taió em 29 de junho, quando o sumiço do ex-PM foi comunicado como um desaparecimento de pessoa. A princípio, nada indicava crime. Isso mudou no dia 3 de julho, quando o cadáver foi localizado nas proximidades da rodovia SC-350, às margens do Rio Itajaí do Oeste. Foi a partir dali que a ocorrência ganhou outro peso.

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A versão que não colou

Com o corpo encontrado, a equipe policial instaurou o procedimento e partiu para as diligências de campo, oitivas de testemunhas, interrogatórios e a análise dos laudos periciais. Nos depoimentos, os investigados apresentaram uma explicação conveniente: a vítima teria entrado voluntariamente no rio e morrido afogada após um desentendimento. Um acidente, segundo eles.

Só que a história não resistiu ao confronto com as provas. A necropsia realizada pela Polícia Científica apontou asfixia mecânica como a causa da morte, e não afogamento. O detalhe técnico demoliu a tese dos suspeitos. Cruzada com a prova testemunhal, a conclusão foi outra: a vítima teria sido agredida e asfixiada, e o corpo lançado no rio depois, numa tentativa de ocultar o crime.

Dois indiciados

Diante das provas de autoria e materialidade, a autoridade policial indiciou os dois homens por homicídio qualificado, agravado pelo motivo fútil e pelo emprego de asfixia, e por ocultação de cadáver. A qualificadora da asfixia é justamente o ponto em que o laudo pericial e a versão dos investigados colidiram de frente.

Os dois já estavam presos temporariamente durante a investigação. Com o inquérito concluído e remetido à Justiça, a Polícia Civil representou pela conversão das custódias temporárias em prisões preventivas. O pedido está sob análise do Poder Judiciário, após manifestação do Ministério Público.

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