A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou, na tarde desta segunda-feira (4), a localização do corpo de Ana Paula Ventura, de 39 anos, que estava desaparecida há mais de uma semana. O cadáver foi encontrado em avançado estado de decomposição às margens de um açude, em uma área de mata de difícil acesso na Linha São Pedro, zona rural de Caçador, no Meio-Oeste do Estado.
A identificação foi feita por um dos irmãos de Ana Paula, que reconheceu a vítima no local. Ele havia sido avisado por moradores de que havia um corpo feminino no matagal e, por saber do desaparecimento da irmã, foi até a região e confirmou a suspeita. Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e da Polícia Científica foram acionadas.
Segundo o laudo preliminar, não foram identificados sinais evidentes de violência externa, mas, devido ao estado de decomposição, os peritos afirmaram que ainda não é possível determinar a causa da morte com precisão. O corpo foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames complementares.
Ana Paula havia saído de Taió, onde residia, e estava em Caçador há algumas semanas, a passeio, segundo informações obtidas pela reportagem. Ela deixa quatro filhos, duas crianças em cada cidade. Familiares relataram que o último contato com a vítima ocorreu por volta do dia 20 de julho, e, desde então, ninguém mais havia conseguido se comunicar com ela.
A partir do registro formal do desaparecimento, a Polícia Civil deu início às investigações. Informações obtidas nos autos indicam que Ana Paula teria se envolvido anteriormente com o tráfico de drogas, inclusive acumulando dívidas com pessoas de histórico criminoso conhecidas na região. Apesar disso, a investigação ainda não confirmou nenhuma relação direta entre esses antecedentes e a morte.
O corpo foi localizado por um pescador que frequentava o açude e acionou as autoridades após encontrar os restos mortais na vegetação à beira da água.
O delegado responsável, Matusalém Junior de Morais Machado, acompanha o caso, mas ainda não se manifestou publicamente sobre a linha de investigação predominante. A Polícia Civil não descarta nenhuma hipótese e aguarda os resultados da necropsia para avançar nas apurações.
Se confirmado como feminicídio, esse pode ser o 7º caso registrado em Santa Catarina em menos de dez dias, marcando uma sequência alarmante de crimes contra mulheres no estado. O Jornal Razão segue acompanhando o desdobramento do caso e atualiza a qualquer momento.
























