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Condenado por duplo homicídio e investigado por neonazismo em SC é preso na Itália

Investigado foi encontrado em uma casa de fazenda, apresentou passaporte falso e aguarda extradição para o Brasil.

Condenado por duplo homicídio e investigado por neonazismo em SC é preso na Itália
Foto: Reprodução
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A captura de um brasileiro procurado internacionalmente encerrou mais de um ano de buscas. João Guilherme Corrêa foi preso neste sábado (27), na região de Pavia, próxima a Milão, na Itália. Foragido desde 2025, ele era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela 7ª Vara Federal de Florianópolis e constava na lista de difusão vermelha da Interpol.

De acordo com as autoridades italianas, o investigado foi encontrado em uma casa de fazenda. Durante a abordagem, apresentou um passaporte falso aos policiais e, após a prisão, foi levado para a Delegacia Central de Milão.

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As investigações apontam que Corrêa deixou o Brasil em março de 2025, poucos dias antes de ser condenado a 35 anos de prisão pelo assassinato de um casal em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. O crime ocorreu em 2009 e, segundo o Ministério Público do Paraná, teria sido motivado por uma disputa interna entre integrantes de um grupo que exaltava Adolf Hitler.

Além da condenação pelo duplo homicídio, João Guilherme Corrêa responde a investigações da Polícia Federal por suspeita de integrar uma organização criminosa neonazista. Os inquéritos apuram crimes de discriminação racial e de constituição, promoção, financiamento ou integração de organização criminosa.

Em 2022, ele foi alvo de uma operação que desarticulou uma célula neonazista interestadual em São Pedro da Alcântara, na Grande Florianópolis. Na ocasião, o Ministério Público de Santa Catarina informou que o grupo investigado fazia apologia ao nazismo e defendia ideologias fascistas.

A localização do foragido foi possível após a análise de aparelhos celulares apreendidos com familiares e pessoas próximas, permitindo às equipes identificar o trajeto utilizado durante a fuga.

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Segundo o delegado Umberto Ramos, que acompanha o caso na Itália, Corrêa permanecerá preso em um presídio na região de Milão até a conclusão do processo de extradição. A expectativa é de que o retorno ao Brasil ocorra entre seis meses e um ano.

Com informações de NSC TOTAL

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