Ele estava sentado na poltrona 11 de um ônibus que saíra de Penha rumo a Maringá quando a Polícia Militar entrou no coletivo e pediu que confirmasse a identidade. Fábio Horvath Cruz respondeu o próprio nome sem saber que aquela viagem terminaria ali, no Terminal Rodoviário de Balneário Camboriú, com uma pena de quase quatro décadas esperando para ser cumprida.
O 12º Batalhão da Polícia Militar foi acionado pelo COPOM depois de receber a informação de que Cruz estaria naquele ônibus, que fazia a rota entre Penha e a cidade de Maringá, no Paraná. As guarnições se deslocaram até o terminal e aguardaram a chegada do coletivo para fazer a abordagem já no interior do veículo.
Localizado na poltrona 11, o homem confirmou ser Fábio Horvath Cruz. Contra ele pesava um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara de Infrações Penais contra Crianças, Adolescentes e Idosos de Curitiba, no Paraná, com validade até 11 de dezembro de 2045.
Quase 40 anos de pena
O documento se referia a uma condenação por estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal. A pena que restava a cumprir era de 39 anos, 10 meses e 16 dias, em regime fechado, resultado de uma sentença que o considerou culpado em dois processos distintos envolvendo o mesmo tipo penal.
O mandado havia sido expedido dentro de um processo que corre desde 2013, e a ordem de prisão aguardava cumprimento até que a guarnição finalmente o encontrou no terminal.
Preso sem resistência
Diante da confirmação, os policiais deram voz de prisão a Cruz, informaram seus direitos e o conduziram sem resistência até o Presídio Regional de Canhanduba, em Itajaí, onde ele ficará à disposição da Justiça para cumprir a pena.
A Polícia Militar lavrou o boletim na modalidade de prisão em flagrante por mandado e entregou o preso à unidade prisional. Fábio Horvath Cruz passa agora a cumprir os quase 40 anos que a Justiça do Paraná havia determinado.















