Um jovem de 21 anos foi condenado a 22 anos e oito meses de prisão por agredir brutalmente a própria mãe até deixá-la em estado vegetativo. A sentença foi proferida na última sexta-feira (13), no Vale do Itajaí. O réu segue preso no Presídio Regional de Brusque.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os ataques ocorreram em dois dias seguidos, em maio de 2024, dentro da residência onde o agressor vivia com a companheira e o filho pequeno. A mãe dele, de 50 anos, também morava no local.
O primeiro ataque ocorreu quando a mulher tentou intervir em uma briga entre o filho e a nora. Após ouvir os gritos da companheira do réu, a mãe foi até o cômodo e tentou impedir a agressão. Nesse momento, levou um soco e desmaiou.
No dia seguinte, segundo o MPSC, a mulher ameaçou sair de casa para pedir ajuda, mas foi impedida. O filho puxou-a pelo pescoço, esganou e, com ela já caída no chão, passou a desferir chutes violentos na região da cabeça.
Exames realizados confirmaram múltiplas lesões pelo corpo, incluindo mordidas e um grave traumatismo craniano. Desde então, a vítima permanece em estado vegetativo, sem chances de recuperação, segundo o laudo médico.
A Justiça considerou o crime como feminicídio, já que a motivação foi baseada em violência doméstica e familiar. O caso chocou a cidade de Brusque pela brutalidade e pela vítima ser justamente a mãe do agressor.
























