O trânsito da entrada da Ilha simplesmente parou. Uma colisão entre um carro e uma motocicleta no meio da Ponte Pedro Ivo Campos, sob chuva fina, deixou um motociclista caído no asfalto e formou uma fila que se estendeu por quilômetros, engolindo a ponte, a Via Expressa inteira e ainda transbordando para a BR-101, que já registrava lentidão na altura de Barreiros. De cima, a cena era de colapso: uma pista travada de ponta a ponta enquanto a outra seguia livre, e o vermelho do carro batido no meio da via cercado por veículos de emergência.
O condutor da moto ficou no solo aguardando o socorro. Enquanto esperava, foi coberto com uma manta para se proteger da chuva. Segundo o relato de quem acompanhou o atendimento no local, ele foi encaminhado ao hospital sem risco de morte.
A batida aconteceu no meio da ponte, ponto mais crítico do trajeto entre o continente e a Ilha, e o atendimento precisou ser feito ali mesmo, com as equipes ocupando parte da pista. Foi o suficiente para que o fluxo, já pesado no fim de tarde, engripasse por completo.
Reflexo na BR-101
O efeito se espalhou rápido. A lentidão tomou toda a Via Expressa e passou a refletir na BR-101, com filas desde a região de Barreiros, em São José. No sentido contrário, o congestionamento também se formou, alimentado pelos motoristas que reduziam a velocidade para observar a ocorrência, o clássico efeito bisbilhoteiro que costuma dobrar o tamanho de qualquer engarrafamento na região.
Nas redes, moradores reagiram com a mistura habitual de revolta e ironia diante de um gargalo que se repete a cada acidente na entrada da capital. “Um acidente parou a cidade, que falta de planejamento”, resumiu um internauta. Outro apontou o dedo para os curiosos: a fila no sentido contrário, segundo ele, estaria “lá no Pantanal por causa dos curiosos que reduzem a velocidade só pra bisbilhotar”.
Um gargalo que se repete
O episódio expõe de novo a fragilidade do único eixo que liga o continente ao centro de Florianópolis. Sem alternativa real de rota nos horários de pico, basta uma colisão num ponto estratégico para que a capital inteira sinta o impacto, com reflexos que chegam a municípios vizinhos da Grande Florianópolis.
Até o momento, o trânsito seguia lento em toda a extensão da Via Expressa enquanto as equipes trabalhavam na liberação da pista.























