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“Tô muito irada”: cliente se revolta com lavadora de roupas e destrói móveis de lavanderia 24h em Blumenau

Uma cliente afirma que a roupa saiu mal lavada e mal seca e que não obteve retorno do estabelecimento. O proprietário da Lav+ diz que não houve falha no equipamento e que a cliente danificou móveis do salão, registrado em boletim de ocorrência.

“Tô muito irada”: cliente se revolta com lavadora de roupas e destrói móveis de lavanderia 24h em Blumenau
Foto: Reprodução
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Uma cliente diz que a roupa saiu mal lavada e mal seca e que ninguém respondeu às suas mensagens. O proprietário diz que o equipamento estava normal, que a sobrecarga foi da própria cliente e que prestou suporte. No meio das duas versões, o salão de uma lavanderia de autoatendimento em Blumenau amanheceu revirado, com cestos virados e objetos no chão.

O caso ocorreu na Lav+, lavanderia que funciona 24 horas na Rua Benjamin Constant, nº 1.645, no bairro Escola Agrícola. O estabelecimento opera com equipamentos de autoatendimento, sem funcionário no local durante a madrugada, e também oferece serviço de coleta e entrega de roupas.

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A versão da cliente

Em um vídeo gravado dentro da própria lavanderia e divulgado nas redes sociais, a cliente reclama do serviço e da ausência de retorno do estabelecimento. Ela afirma que lavou e secou as peças e que o resultado não foi o esperado.

Eu vim lavar a minha roupa, a minha roupa saiu mal lavada. Além de mal lavada, a secadora, botei a minha roupa pra secar, a minha roupa tá fedendo.

No mesmo vídeo, ela diz que tentou contato com o proprietário e não obteve resposta. Relata que estava no local desde o fim do expediente de trabalho, acompanhada da filha, e que chegou a pagar novamente pelo serviço enquanto aguardava.

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Eu mandei mensagem pro proprietário da lavanderia, até agora ele não deu resposta nenhuma. Paguei novamente, fiquei revoltada porque eu tô cansada.

A versão do proprietário

O proprietário apresenta outra versão. Afirma que não houve falha no equipamento e que a cliente colocou roupas acima da capacidade indicada pela secadora. Segundo ele, as peças ficaram comprimidas, sem espaço para girar dentro do tambor, e por isso não secaram corretamente.

Conforme informações da lavanderia, o cesto disponibilizado aos clientes tem 45 litros e comporta, em média, de 25 a 30 peças, dependendo do tecido. O ciclo padrão da secadora dura 45 minutos. A orientação de capacidade está vinculada ao volume do cesto, e não ao peso das roupas.

Ainda de acordo com o empresário, ele prestou atendimento à cliente. Ele afirma que, ao ver o resultado da secagem, a mulher teria se revoltado e danificado móveis e outros objetos da lavanderia. A ação teria sido registrada pelas câmeras de monitoramento instaladas no salão.

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O que diz a polícia

O proprietário afirma que procurou a polícia, registrou boletim de ocorrência e encaminhou o caso ao advogado. A relação e o valor dos objetos danificados não foram divulgados, e a Polícia Civil ainda não confirmou publicamente o registro nem detalhou eventual investigação.

Casos como esse costumam ser enquadrados como dano, previsto no Código Penal, quando há destruição ou inutilização de coisa alheia. A depender da apuração, a responsabilização pelo prejuízo material também pode ser discutida na esfera cível, por meio de ação de indenização.

O impasse expõe um ponto sensível do modelo de lavanderia de autoatendimento, que cresceu nos últimos anos em cidades catarinenses: sem atendente no local durante a madrugada, qualquer falha percebida pelo cliente fica sem interlocutor imediato, e a reclamação acaba migrando para mensagem, rede social ou, como nesse caso, para o confronto com o próprio equipamento.

Os danos e a suposta sobrecarga da secadora são atribuídos ao relato do proprietário e às imagens de monitoramento, sem confirmação policial até o momento. A cliente não se manifestou publicamente sobre os danos ao estabelecimento. O caso segue em andamento.

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