Era pouco depois das 22h40 desta quinta-feira, 16 de julho, e a Avenida Central de Balneário Camboriú tinha o movimento normal de uma noite qualquer, até uma guarnição de motos dos Agentes de Trânsito cruzar com um autopropelido em velocidade que nada tinha de normal. Quem conduzia era um adolescente de 16 anos. Ao perceber a equipe, ele não parou. Fez o contrário: retornou na sequência e entrou numa via pela contramão, dando início a uma fuga que terminaria com pedestres correndo em cima da calçada para não serem atropelados.
Conforme os Agentes de Trânsito, mesmo com diversas ordens de parada e sinais sonoros, o adolescente desobedeceu e seguiu fugindo. Em determinados momentos, ele ziguezagueava pela via. Em outros, quando a guarnição conseguia emparelhar ao lado dele, tentava derrubar os agentes.
Pedestres na calçada
A fuga escalou quando o adolescente acessou a calçada de uma rua. Vários pedestres precisaram correr para não serem atingidos pelo veículo. As imagens do próprio patrulhamento registraram o autopropelido passando dos 60 km/h em vários momentos, quase o dobro do limite legal de 32 km/h para esse tipo de equipamento. O veículo, segundo os agentes, estava alterado justamente para alcançar essa velocidade.
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A pergunta na abordagem
O desfecho veio na Rua 1300, no Centro. O adolescente finalmente parou e foi abordado. E aí veio a frase que resume a noite.
“O que foi que eu fiz?”
A pergunta não ficou sem resposta por muito tempo. Neste momento, cinco pessoas cercaram a guarnição e investiram contra os agentes, tentando retirar o adolescente da abordagem. Não conseguiram. A Guarda Municipal prestou apoio na condução até a Central de Plantão Policial (CPP), e o autopropelido foi removido ao pátio.
O adolescente foi apreendido por direção perigosa. O autopropelido, que por lei não pode passar de 32 km/h, seguiu apreendido no pátio.

























