A operação Solo Legal iniciou uma das ações mais amplas já realizadas na praia da Solidão, no Sul da Ilha, e resultou na demolição de pelo menos 25 construções irregulares ao longo da quinta feira. As equipes de fiscalização encontraram desde pequenas edificações improvisadas até estruturas de grande porte sendo erguidas em áreas ambientalmente protegidas, próximas a cursos d’água e até mesmo em trechos de morro desmatados.
Entre os casos identificados, um chamou mais atenção pelo porte: uma casa de três andares, com cerca de 300 metros quadrados, erguida em área de preservação permanente. A construção dominava a paisagem e simbolizava o avanço acelerado de obras irregulares na região. Apesar do destaque, ela foi apenas uma entre dezenas de intervenções ilegais localizadas pela Fiscalização Ambiental. Outras três edificações estavam sendo levantadas perigosamente próximas da cachoeira da Solidão, onde qualquer obra é proibida.
Segundo a administração municipal, o objetivo da operação é impedir o parcelamento clandestino do solo, conter invasões em áreas de risco e evitar danos ambientais irreversíveis. Muitas das obras já apresentavam fundações avançadas e eram tocadas em ritmo acelerado, o que, segundo os fiscais, é típico de ocupações que tentam se consolidar rapidamente antes da chegada do poder público.
O prefeito Topázio Neto acompanhou parte da ação e reforçou que o município agora pode realizar demolição imediata, graças a mudanças recentes na legislação. Ele afirmou que o rigor é o mesmo para qualquer situação, independentemente do tamanho da obra ou da condição financeira dos responsáveis. Para a prefeitura, o dano ambiental é o que determina a intervenção.
Topázio também alertou moradores e compradores a verificarem zoneamento, regras ambientais e situação legal dos terrenos antes de fechar negócio. Segundo ele, muitos casos na região começam como golpes de venda de lotes inexistentes ou irregulares.
A operação Solo Legal segue em andamento e terá novas etapas durante o verão, período em que cresce a pressão por ocupações irregulares nas áreas mais valorizadas e preservadas de Florianópolis. A prefeitura afirma que manterá o ritmo das fiscalizações para proteger o ecossistema e evitar riscos à população.






















