A tarde desta sexta-feira reservou o mesmo destino para um casal que havia deixado São Paulo para trás: os dois voltaram a dormir atrás das grades, agora em Santa Catarina. Em ações separadas, mas coordenadas, a Polícia Militar de Santa Catarina cumpriu em Tijucas dois mandados de prisão expedidos pela Justiça paulista, ambos pelo crime de tráfico de drogas.
Carlos Henrique Gonçalves da Silva foi localizado em sua residência, na Rua Urussanga, no bairro Joaia. Contra ele pesava um mandado de prisão em aberto, referente a uma condenação de 10 anos e 8 meses de reclusão pelo artigo 33 da Lei de Drogas. Abordado dentro de casa, ele foi conduzido pela guarnição sem resistência ao presídio de Tijucas, onde foi aceito pela triagem da unidade.
O que transformou a ocorrência em uma ação de maior fôlego foi a descoberta de que a companheira do autor também estava com mandado de prisão ativo. Com isso, uma segunda equipe entrou em cena para dar conta da captura simultânea.
Monitorada no Centro
Horas antes, no início da tarde, o setor de inteligência da corporação já monitorava Paloma Lima Rodrigues, que carregava a mesma pena nas costas: 10 anos e 8 meses em regime fechado, também por tráfico de drogas, com o mandado expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Paloma foi localizada e abordada na Rua Florianópolis, no Centro de Tijucas, nas proximidades de uma agência da Caixa Econômica Federal. Informada do mandado que corria em seu desfavor e de seus direitos constitucionais, ela optou por permanecer calada durante a abordagem.
Diferentemente do companheiro, encaminhado à unidade prisional de Tijucas, Paloma foi levada ao presídio de Itajaí, na região da Canhanduba. A separação dos destinos das duas prisões encerrou uma tarde em que a Justiça de São Paulo alcançou, a quilômetros de distância, quem tentava recomeçar longe dela.















