A paradisíaca praia do Caixa D’Aço, em Porto Belo, virou o centro de um esquema milionário de lavagem de dinheiro comandado por uma facção criminosa do Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que deflagrou nesta quinta-feira (3) a Operação Costa Nostra para desarticular o braço financeiro do grupo, suspeito de investir ao menos R$ 8 milhões em imóveis de alto padrão e empresas de fachada no litoral catarinense.
Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a organização tem base na zona sul de Porto Alegre e vinha expandindo sua atuação para cidades catarinenses há cerca de três anos.
Entre os bens comprados com recursos oriundos do tráfico está uma pousada de luxo à beira-mar no Caixa D’Aço, avaliada em R$ 5 milhões. O local estava em reforma no momento da operação e, segundo as autoridades, era utilizado para legalizar valores ilícitos.
Além da pousada, os criminosos também adquiriram uma casa de alto padrão em uma área nobre de Porto Belo, com valor estimado em R$ 3 milhões. A polícia identificou ainda uma empresa aberta na região, registrada em nome de laranjas, com movimentações financeiras suspeitas. A atividade econômica da firma segue sob sigilo.
A ofensiva da Polícia Civil envolveu o cumprimento de 143 ordens judiciais em sete cidades, sendo quatro no Rio Grande do Sul (Porto Alegre, Gravataí, Capão da Canoa e Tramandaí) e três em Santa Catarina (Camboriú, Palhoça e Porto Belo). Entre as medidas executadas estão 38 mandados de busca e apreensão, sequestro de cinco imóveis, restrição judicial de oito veículos e o bloqueio de contas bancárias dos principais investigados.
A facção alvo da investigação é conhecida por atuar com tráfico de drogas em larga escala. A lavagem de dinheiro por meio da compra de imóveis e empresas de fachada é, segundo a polícia, uma das principais formas de ocultar o patrimônio criminoso.
Com a operação Costa Nostra, a Polícia Civil busca desestruturar financeiramente o grupo, que compromete o mercado imobiliário e empresarial da região com o uso de capital ilegal. Os nomes dos investigados e os CNPJs dos empreendimentos seguem sob sigilo judicial.
A investigação continua em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.
Fonte: NSC TOTAL/ Letícia Mendes, do Zero Hora
























