Um pacote entregue pelo Mercado Livre ao Presídio Masculino de Lages, na Serra Catarinense, chamou a atenção nesta semana pelo nível de detalhamento do endereço. A encomenda, que continha uma bola de futebol, chegou com o nome do detento, o número da galeria e até a identificação da cela onde ele cumpre pena.
O remetente da encomenda não foi identificado oficialmente. Inicialmente, circulou a informação de que o próprio preso teria feito o pedido de dentro da cadeia por meio do aplicativo, mas a versão não foi confirmada. Segundo apuração do Jornal Razão, a suspeita é de que um familiar do detento tenha sido o responsável pelo envio.
A nota fiscal que acompanhava o pacote trazia o CEP 88609-220, correspondente ao Presídio Masculino de Lages, e o complemento “Presídio”, sem qualquer tentativa de disfarce. O nome do destinatário e as referências internas da unidade prisional estavam escritos à mão na embalagem amarela.
O pacote não foi entregue ao detento. A direção do presídio reteve a encomenda e determinou que o caso seja investigado para apurar quem enviou o pacote, se houve irregularidade no processo de entrega e como o remetente tinha informações tão detalhadas sobre a localização do preso dentro da unidade.
Detentos em unidades prisionais de Santa Catarina podem ter acesso a televisão nas galerias conforme o comportamento dentro da unidade, o que significa que quem tiver o benefício no Presídio de Lages vai poder acompanhar os jogos da Copa do Mundo normalmente. A prática de esportes também é permitida, e bolas de futebol fazem parte dos itens autorizados nas áreas de convivência. O detalhe é que o caminho habitual para esse tipo de item chegar ao preso não costuma ser uma entrega do Mercado Livre com nota fiscal e endereço completo da cela.
O caso segue em apuração pela administração da unidade prisional.
























