Um crime brutal que chocou Blumenau (SC) no segundo semestre de 2024 teve desfecho no Tribunal do Júri. Jonathas do Santos Pereira, de 24 anos, natural de Ilhéus (BA), foi condenado a 13 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de Lívia Christine Silva Amaro, morta com 47 facadas após um encontro marcado por aplicativo de relacionamento.
A sentença, proferida com base em acusação sustentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), também considerou os crimes de ocultação de cadáver e fraude processual.
Assassinato ocorreu após discussão sobre pagamento
O crime aconteceu na noite de 9 de setembro de 2024, dentro da residência do réu, localizada na Rua Caboclo Girassol, bairro Velha. Lívia, que havia combinado um encontro com Jonathas, chegou ao local de Uber. Após manterem relação sexual, os dois teriam discutido sobre o pagamento combinado, o que teria motivado o ataque.
Em um ato de extrema violência, Jonathas desferiu 47 golpes de faca contra a vítima, atingindo principalmente pescoço, tórax e braços. Conforme laudo pericial, anemia hemorrágica aguda foi a causa da morte.
Tentou apagar vestígios e esconder o corpo
Após o assassinato, Jonathas limpou a casa com produtos químicos, comprou etanol para queimar o corpo, mas não conseguiu concluir a queima. Em seguida, ocultou o cadáver nos fundos do terreno, cobrindo-o com panos e vegetação. Uma parte da vegetação ao redor chegou a ser queimada.
Celular com manchas de sangue levou à descoberta
Dois dias após o crime, moradores da região encontraram o celular da vítima com marcas de sangue. Eles informaram a Polícia Militar, que iniciou as buscas com base na última localização registrada pelo aparelho, que pertencia a Lívia. Um vizinho informou às guarnições que Jonathas era o morador da casa mais próxima de onde o celular foi achado e que ele trabalhava em um posto de combustíveis.
A PM localizou Jonathas no trabalho e, ao ser abordado, confessou o crime espontaneamente. Ele foi conduzido até o local, onde indicou onde havia ocultado o corpo. O Instituto Geral de Perícias (IGP) e a Polícia Civil assumiram a investigação.
MPSC garantiu ida ao júri e responsabilização
A Promotora de Justiça Patrícia Castellem Strebe sustentou a acusação com base nos elementos de prova colhidos pela Polícia Civil. A atuação da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau foi fundamental para levar o caso ao Tribunal do Júri, que condenou Jonathas por homicídio qualificado, além dos crimes conexos.
Apesar da gravidade do crime e da forma cruel como foi praticado, a pena aplicada ficou em 13 anos de reclusão, com início em regime fechado. O réu permanece preso. Num cálculo básico de cumprimento de pena, é possível que Jonathas obtenha o alvará de soltura para progressão ao regime aberto antes mesmo de 2030, caso mantenha bom comportamento e tenha direito à remição por trabalho ou estudo.
























