A operação da Polícia Civil de Santa Catarina que apreendeu 800 pés de cannabis e cerca de 500 frascos de óleo da planta no bairro Vargem Grande, em Florianópolis, repercutiu intensamente nas redes sociais e gerou manifestações públicas de apoio ao grupo responsável pelo cultivo.
A ação foi conduzida na sexta-feira (20) pela Delegacia de Combate às Drogas (DECOD/DIC) da Capital. Segundo a Polícia, os dois endereços alvos funcionavam como verdadeiros laboratórios ilegais para a produção e comercialização de derivados de cannabis. Dois homens foram presos em flagrante e o material apreendido foi avaliado em mais de R$ 150 mil.
Após a publicação da notícia, advogados e apoiadores se manifestaram afirmando que se tratava de uma associação de pacientes com uso medicinal da cannabis, supostamente “devidamente registrada” e com ações judiciais tramitando desde 2021 para obter autorização legal para o cultivo da planta.
O advogado que representa a entidade entrou em contato com o Jornal Razão e solicitou a remoção da imagem de um dos envolvidos, alegando que a exposição do rosto de réu sem condenação fere dispositivos legais. Segundo ele, “enquanto a Justiça tarda, o país atrasa, e o paciente sofre”. Ele alega ainda que a associação atende centenas de pacientes e não atua com fins lucrativos.
Os envolvidos seguem detidos e o caso deve ser analisado pelo Poder Judiciário nos próximos dias, onde a defesa poderá apresentar a documentação que alega possuir.
As investigações continuam com o objetivo de apurar se havia autorização legal válida ou se era realmente para o tráfico.
























