A Polícia Civil de Santa Catarina realizou, na manhã desta sexta-feira (22), a Operação Acabou a Farra, uma grande ação voltada ao combate à prática ilegal da Farra do Boi e a crimes relacionados registrados na região da Costa da Lagoa, em Florianópolis.
A ofensiva foi coordenada pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), vinculada ao Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Capital, e teve como alvo suspeitos de envolvimento em maus-tratos a animais, associação criminosa, lesão corporal e coação no curso do processo.
As investigações tiveram início após um episódio ocorrido no fim de abril, quando um boi foi transportado por embarcação até a comunidade, teve os chifres cortados e foi submetido a agressões durante a prática ilegal.
O caso provocou forte repercussão e, segundo a Polícia Civil, desencadeou uma série de ameaças e agressões contra moradores que se posicionaram contra o ato. Algumas famílias chegaram a deixar suas casas por medo e questões de segurança.

Com o avanço das investigações e a identificação dos suspeitos, a Justiça autorizou o cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram na Costa da Lagoa, Lagoa da Conceição e no bairro Ingleses, no Norte da Ilha.
Durante a operação, os policiais apreenderam celulares e equipamentos de gravação de imagens (DVRs), materiais que serão analisados por peritos para auxiliar na identificação de outros envolvidos e no aprofundamento das investigações.
A ação mobilizou uma grande força-tarefa composta por 42 policiais civis, incluindo equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), além de agentes de diversas unidades da Grande Florianópolis. A operação também contou com o apoio de 16 policiais militares e da Polícia Militar Ambiental, que disponibilizou oito embarcações e duas motos aquáticas para garantir o acesso das equipes às comunidades às margens da lagoa.

A Polícia Civil reforça que a Farra do Boi é considerada crime de maus-tratos contra animais e pode resultar em responsabilização criminal dos envolvidos. Quando há atuação conjunta e organizada dos participantes, também pode ser configurado o crime de associação criminosa. Somadas, as penas podem chegar a quatro anos de prisão, além de multa.
Além das sanções penais, a legislação catarinense prevê punições administrativas severas: multas de R$ 10 mil para participantes e de R$ 20 mil para organizadores da prática.






















