“Amor, fica acordado, amor.” Era a mulher que tinha acabado de cravar uma faca no peito do namorado quem aparecia, aos prantos, ao lado do corpo dele caído na rua. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a cena no Morro do Meio, em Joinville, na manhã deste sábado (18), momentos depois de Camila Fernandes de Andrade matar Thomas Mota de Souza, de 41 anos, a golpes de faca.
Nas imagens, ela chora e implora para que ele reaja, enquanto o homem já está caído sobre o asfalto. Minutos antes, dentro da casa onde o casal vivia, os dois tinham discutido por ciúmes depois de uma madrugada de bebida e drogas. Segundo o relato da própria autora à Polícia Militar, ele teria avançado e a enforcado, e foi então que ela pegou a faca. Mesmo ferido, Thomas ainda caminhou cerca de 30 metros até a via pública, onde arrancou a lâmina cravada no peito antes de cair.
O SAMU chegou a iniciar o atendimento, mas a equipe médica constatou o óbito ainda no local. Enquanto isso, os policiais precisaram conter a aglomeração de curiosos que se formava nas imediações e isolar a área até a chegada da perícia. A faca, de 33 centímetros, foi recolhida pela Polícia Científica.
“Ele é uma boa pessoa”
O choro registrado nos vídeos contrasta com o que a própria mulher havia dito à polícia meses antes. Em março deste ano, chamada pela PM após outra briga na mesma casa, Camila defendeu o companheiro, afirmou que tinha partido para cima dele e garantiu que não queria dar queixa. “Ele é uma boa pessoa, não desejo representar contra ele, vamos nos separar e eu vou embora”, declarou na ocasião. Cinco meses depois, a mesma relação terminou em homicídio.
Camila, catarinense de 28 anos, apresentou-se espontaneamente aos policiais quando a guarnição chegou, identificou-se como companheira da vítima e contou a própria versão. Recebeu voz de prisão e foi conduzida à Central de Plantão Policial. Ela tem passagens por vias de fato, lesão corporal e posse de drogas. Thomas, natural do Amazonas, também tinha registro por vias de fato.
O caso foi registrado como homicídio doloso e a investigação segue a cargo da Polícia Civil.






















