Um ex-policial militar de 58 anos desapareceu no fim de junho e só foi encontrado dias depois, sem vida, dentro do Rio Itajaí do Oeste, em Taió, no Vale do Itajaí. A versão que os dois suspeitos apresentaram à polícia tentava fechar o caso como um acidente, mas a perícia e as testemunhas contaram outra história.
Dário Cesar Vessel Cardoso desapareceu no dia 29 de junho. O corpo foi localizado em 3 de julho, no leito do rio que corta a cidade. Na manhã deste domingo (12), dois homens foram presos, suspeitos de matá-lo e de arremessar o corpo à água para esconder o que realmente aconteceu.
Segundo a Polícia Civil, os dois suspeitos, ambos em situação de rua, confessaram ter agredido Dário depois de uma discussão. A motivação do crime, conforme a investigação, foi esse desentendimento entre a dupla e a vítima. Na tentativa de escapar da responsabilidade, os presos alegaram que o ex-PM teria se lançado à água por conta própria, para fugir das agressões.
A investigação, no entanto, desmontou a versão
A perícia confirmou que Dário foi morto por asfixia, e não por afogamento. O corpo teria sido arremessado ao rio justamente para tentar disfarçar a verdadeira causa da morte e forjar a ideia de um acidente.
Além de estabelecer a causa da morte, os policiais ouviram testemunhas que contestaram os álibis apresentados pela dupla. Com a versão dos suspeitos contradita pelas provas e pelos depoimentos, o pedido de prisão temporária feito pela Polícia Civil foi aceito pela Justiça, e os dois seguem detidos.
De acordo com o delegado Felipe Martins, as investigações continuam para detalhar toda a dinâmica do crime, incluindo o momento exato em que a agressão se transformou em homicídio. Os nomes dos presos não foram divulgados.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil de Taió.






















