A advogada Gabriela Vieira Serafin, conhecida na Grande Florianópolis pela atuação em casos de tráfico de drogas e crime organizado, virou alvo de uma operação da Delegacia de Combate às Drogas da Capital, a DECOD, na manhã desta terça-feira (12). Na mesma ação, o padrasto dela foi preso temporariamente.
Conforme a Polícia Civil de Santa Catarina, o mandado de busca e apreensão foi cumprido às 6h na residência da advogada, em Florianópolis. A diligência foi acompanhada por dois advogados de defesa, regularmente presentes durante toda a ação. Gabriela, inscrita na OAB/SC, não estava no imóvel no momento do cumprimento da ordem judicial.
Durante as buscas, os investigadores localizaram dois aparelhos celulares, chips telefônicos, pendrives e cartões de memória. Todo o material estava escondido dentro de uma luva infantil, encontrada no quarto da investigada. A mãe de Gabriela, que acompanhou a diligência na condição de testemunha, confirmou aos policiais que os objetos pertenciam à filha.
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A prisão do padrasto
Ainda durante a ação na residência, os policiais cumpriram um mandado de prisão temporária contra Anderson de Souza Machado, padrasto da advogada, que estava no local. Após a formalização da prisão, ele foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais cabíveis. Os investigadores também apreenderam um celular de uso compartilhado entre Anderson e sua esposa, que também acompanhou a diligência como testemunha.
A advogada que viralizou nas redes
Gabriela Vieira Serafin construiu notoriedade fora dos tribunais. Em vídeos publicados em redes sociais, a advogada relata em primeira pessoa bastidores de processos criminais que atende, com linguagem coloquial, gírias e narrativas detalhadas de disputas entre facções, tentativas de homicídio e operações policiais que envolveram seus clientes.
Em um dos relatos que circulam nas redes, ela descreve um cliente que teria alugado um apartamento no mesmo condomínio de um rival para monitorar a rotina do alvo antes de uma tentativa de execução em plena luz do dia. Em outro vídeo, narra um atendimento em que uma cliente teria sido detida em uma kitnet com drogas e relata as alegações da própria sobre a abordagem policial.
Os caras tinham guerra, mas era difícil de pegar o inimigo deles na pista. O que eles fizeram? Alugaram um apartamento no mesmo condomínio do inimigo. Ficaram lá só ganhando a movimentação, relata a advogada em um dos vídeos.
A investigação em sigilo
Conforme apurado, Gabriela Vieira Serafin é investigada por suspeita de envolvimento com facção criminosa. A apuração tramita em sigilo de Justiça, e os detalhes sobre o conteúdo das investigações não foram divulgados pela Polícia Civil.
Até o momento, não havia confirmação oficial sobre eventual denúncia formalizada contra a advogada. O material apreendido durante a operação será periciado, e o caso segue em investigação na DECOD.
























