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Advogada de facções pede que Moraes proíba operações da PMSC em favelas sem câmeras corporais

Advogada que atua na defesa de líderes do Comando Vermelho quer que STF obrigue gravação ininterrupta em operações da PMSC, sob pena de nulidade automática de prisões e confrontos em Santa Catarina.

Advogada de facções pede que Moraes proíba operações da PMSC em favelas sem câmeras corporais
Foto: Reprodução
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A advogada criminalista Flávia Pinheiro Fróes, presidente do Instituto Anjos da Liberdade, protocolou pedido no Supremo Tribunal Federal para que as regras da ADPF 635 sejam estendidas à Polícia Militar de Santa Catarina, exigindo que operações e patrulhamentos táticos ocorram apenas com câmeras corporais ligadas de forma integral e ininterrupta.

Na chamada ADPF das Favelas, o STF determinou:

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  • Operações policiais só podem ocorrer em situações excepcionais
  • O Ministério Público deve ser comunicado previamente
  • Devem ser preservadas escolas, creches e unidades de saúde
  • Uso obrigatório de câmeras corporais nas fardas, conforme implementação do Estado
  • Ambulâncias devem ser acionadas imediatamente em caso de feridos
  • A cena do crime deve ser preservada para perícia

O STF também determinou que o Estado do Rio de Janeiro apresente planos de redução da letalidade policial e maior controle das ações.

O requerimento apresentado por Fróes vai além da simples adoção do equipamento. Ele pede que qualquer ação policial realizada sem gravação contínua seja considerada nula e passível de responsabilização funcional. Na prática, a ausência de imagem poderia comprometer prisões, autos de apreensão e confrontos registrados oficialmente.

Fróes ficou conhecida nacionalmente por atuar na defesa de réus ligados a organizações criminosas. Reportagem da revista Marie Claire a apresentou sob o título “a advogada do tráfico”, destacando sua atuação em processos envolvendo lideranças do Comando Vermelho. A advogada se declara antipunitivista e contrária à criminalização das drogas e afirma que sua atuação está vinculada à garantia de direitos humanos fundamentais.

Em entrevistas, já declarou defender integrantes das maiores facções do país. Também mantém presença ativa nas redes sociais, onde adotou posicionamento político explícito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia e declarou apoio a Lula (PT) nas eleições de 2022.

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Setores ligados à segurança pública apontam que a exigência de gravação 100% contínua pode gerar consequências operacionais relevantes.

  • Engessamento tático: policiais poderiam hesitar em agir em situações de frações de segundo por receio de interpretação posterior isolada da imagem, especialmente em confrontos armados.
  • Exposição de protocolos sensíveis: gravações contínuas podem revelar técnicas de abordagem e posicionamento que, ao integrarem processos judiciais, podem se tornar públicas.
  • Judicialização automática de confrontos: a nulidade de atos pela ausência de gravação poderia levar à invalidação de prisões mesmo quando não houver abuso comprovado.
  • Pressão psicológica constante: especialistas afirmam que a gravação ininterrupta pode elevar a carga de estresse em decisões tomadas sob risco real.
  • Risco de vazamentos: imagens de operações podem circular indevidamente, expondo policiais e familiares.

O ponto central do pedido apresentado ao STF é transformar a ausência de gravação em presunção desfavorável ao Estado, alterando na prática o peso probatório do relato policial.

Caso o Supremo acolha a tese e estenda a ADPF para Santa Catarina, a medida poderá abrir precedente para aplicação nacional do modelo, ampliando o alcance de uma decisão que originalmente se concentrou no Rio de Janeiro.

Até o momento, não há decisão sobre o pedido.

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