O dinheiro já está na conta.
Após uma sequência de críticas da população e cobranças públicas do prefeito Maickon Sgrott por melhorias urgentes no Hospital de Tijucas, a bancada do PL se mobilizou para dar um passo concreto rumo à implantação da UTI no município.
Nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) esteve em Tijucas para a assinatura do convênio que garante o repasse de R$ 2 milhões ao Hospital São José, administrado pelo IGAPS. Segundo a assessoria do parlamentar, os recursos já estão oficialmente disponíveis para a continuidade das obras.
O investimento foi viabilizado por meio de emenda parlamentar de Zé Trovão. O pleito foi apresentado pelo vereador Renato Laurindo Júnior (PL) e pelo suplente Jean Lauro (PL), que buscaram apoio do mandato para garantir recursos ao projeto.
Durante o encontro, foi reforçado que a visita não se tratava apenas de um anúncio futuro, mas da entrega de um recurso já liberado.
“Esses recursos deixam de ser uma expectativa e passam a estar disponíveis para que a obra avance. Em pouco tempo, a população de Tijucas e região contará com uma estrutura de UTI capaz de ampliar o atendimento e oferecer mais tranquilidade às famílias nos momentos em que o cuidado especializado é tão necessário. É esse tipo de investimento que faz diferença na vida das pessoas e que justifica o nosso trabalho em Brasília”, afirmou Zé Trovão.
De acordo com a assessoria, a emenda parlamentar soma-se a uma contrapartida de aproximadamente R$ 1,5 milhão aplicada pelo próprio hospital. Com isso, o projeto chega a cerca de R$ 3,5 milhões destinados à implantação da estrutura.
A expectativa apresentada na reunião é de que a obra física da UTI seja concluída em até quatro meses. Depois disso, ainda será necessária uma nova etapa, com compra de equipamentos, mobiliário, contratação e organização de equipe, além de serviços de apoio para que a unidade possa funcionar com segurança.
Durante a reunião, foi informado que a parte de equipamentos e mobiliário deve exigir novo investimento, estimado entre R$ 2,6 milhões e R$ 3 milhões. A intenção manifestada no encontro é que a UTI entre em funcionamento ainda em 2026.
Por que a UTI importa
A implantação da UTI é uma das principais reivindicações da saúde de Tijucas e do Vale do Rio Tijucas. O hospital fica em localização estratégica, próximo à BR-101, e recebe pacientes de uma região que cresce em ritmo acelerado.
Em casos graves, a falta de leitos de terapia intensiva obriga transferências para hospitais da Grande Florianópolis. A avaliação apresentada na reunião é de que a UTI em Tijucas pode dar mais resolutividade ao atendimento, reduzir deslocamentos e permitir que pacientes graves sejam estabilizados mais perto de casa.
Segundo a assessoria do deputado, quando concluída, a estrutura poderá beneficiar pacientes de 22 municípios da região, reduzindo a necessidade de transferências para hospitais de outras cidades e dando mais agilidade ao atendimento de casos graves.
O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, também participou da agenda e tratou da importância regional da estrutura. A linha defendida é que hospitais estratégicos, como o de Tijucas, ajudem a desafogar unidades maiores da Grande Florianópolis, especialmente quando o paciente pode ser atendido dentro da própria região.
Emergência e maternidade
A cobrança por avanços no hospital vinha ganhando força nos últimos meses. Maickon Sgrott já havia chamado atenção para três pontos considerados urgentes: implantação da UTI, ampliação da emergência e retomada da maternidade.
A Prefeitura não administra diretamente o hospital, mas repassa cerca de R$ 550 mil por mês para a unidade. Por isso, o prefeito vem cobrando melhorias concretas, transparência e entrega de resultados para a população.
Além da UTI, a reunião também tratou da nova emergência. Segundo a direção do hospital, já existe projeto aprovado pela Vigilância Sanitária para uma nova estrutura. A ideia é reorganizar espaços internos, transferir setores e liberar área para ampliar o atendimento de urgência e emergência.
A maternidade, fechada há cerca de oito anos, também voltou à pauta. O tema ainda depende de análise técnica, pactuação com o Estado, definição de custeio e organização regional. Mesmo assim, Maickon reforçou que a demanda segue viva, principalmente diante do crescimento populacional de Tijucas.
O aporte de R$ 2 milhões não resolve todos os problemas do Hospital de Tijucas. Mas muda o estágio da discussão.
A UTI deixa de ser apenas uma cobrança antiga e passa a ter dinheiro disponível para a obra física. Agora, a pressão se volta para a execução, para a busca dos equipamentos e para a abertura efetiva dos leitos.
A população, que há anos cobra um hospital mais preparado para o tamanho da cidade, ganhou um primeiro sinal concreto de avanço.


























