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Após intervenção do MP, funcionários recuam de greve e hospital segue atendendo em Criciúma

O acordo ocorreu em meio a preocupações relacionadas à transição administrativa do hospital, que é referência em atendimento materno-infantil e realiza milhares de atendimentos todos os meses. Foto: MPSC

Após intervenção do MP, funcionários recuam de greve e hospital segue atendendo em Criciúma
Foto: Reprodução
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Uma mobilização liderada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) evitou a paralisação dos atendimentos no Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), em Criciúma. Após uma série de reuniões realizadas nesta sexta-feira (29), foi descartada a possibilidade de greve dos funcionários, garantindo a continuidade da assistência a crianças, adolescentes e gestantes da região.

Os encontros reuniram representantes da Secretaria de Estado da Saúde, do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-SC), do SindiSaúde, do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS), atual gestor da unidade, e da Irmandade Santa Casa de Misericórdia, que assumirá a administração do hospital a partir de junho.

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As reuniões ocorreram na sede do Ministério Público e também dentro do próprio hospital, contando com a participação de profissionais da unidade e integrantes do corpo clínico. O principal objetivo foi discutir os problemas enfrentados pela instituição e buscar soluções que garantam a manutenção dos serviços prestados à população.

Segundo o promotor de Justiça Douglas Roberto Martins, responsável pela mediação das conversas, foram levantadas informações importantes, definidos encaminhamentos e assumidos compromissos que contribuíram para desmobilizar o movimento grevista que começava a ganhar força dentro da unidade.

Atendimentos seguem normalmente

Enquanto as medidas acordadas são colocadas em prática, os atendimentos de urgência e emergência seguem garantidos. Pacientes que eventualmente não puderem ser atendidos no hospital serão encaminhados para outras unidades da região.

Referência em saúde materno-infantil na região carbonífera, o HMISC é o único hospital com capacidade técnica para oferecer atendimento de média e alta complexidade a crianças e gestantes. A unidade realiza mais de 500 internações e atende mais de 5 mil pacientes todos os meses.

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A preocupação do Ministério Público teve início após a Promotoria receber relatos sobre dificuldades enfrentadas durante o processo de transição administrativa. Em documento encaminhado ao órgão, diretores e coordenadores médicos apontaram problemas como insegurança trabalhista, atrasos salariais, falta de comunicação institucional e escassez de medicamentos e insumos essenciais.

Diante da situação, o MPSC já havia expedido uma recomendação para que o IDEAS e o Governo do Estado adotassem medidas urgentes para garantir a continuidade dos serviços e a manutenção das condições adequadas de atendimento.

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O Ministério Público informou que continuará acompanhando de perto o processo de transição administrativa e a execução das medidas acordadas, com o objetivo de assegurar a normalização dos serviços e a segurança dos pacientes atendidos pela unidade.

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