Logo Jornal Razão
Publicidade

Sem cotas raciais e de gênero, vestibulares teriam 50% mais vagas para alunos pobres, diz governo de SC

Governo de Santa Catarina afirma que mudança no sistema de cotas ampliaria vagas para alunos pobres, mas lei segue suspensa por decisão judicial.

Sem cotas raciais e de gênero, vestibulares teriam 50% mais vagas para alunos pobres, diz governo de SC
Foto: Reprodução
Publicidade

Sem cotas raciais e de gênero, o vestibular da Universidade do Estado de Santa Catarina passaria a ter 50% mais vagas reservadas exclusivamente para alunos pobres, segundo avaliação interna do governo de Santa Catarina.

De acordo com o Executivo estadual, a mudança decorre da nova lei que extingue cotas raciais e de identidade de gênero nas universidades financiadas pelo Estado e mantém apenas critérios socioeconômicos, de origem escolar e para pessoas com deficiência.

Publicidade

Atualmente, antes da nova regra, o sistema de cotas da Udesc funciona com a seguinte divisão: 20% das vagas para estudantes que cursaram o Ensino Médio em escolas públicas, 10% para candidatos pretos e pardos e 5% para pessoas com deficiência.

Dentro da cota destinada a pessoas com deficiência, parte das vagas pode ser ocupada por candidatos sem critério de renda, segundo o governo, o que reduz o impacto direto sobre alunos pobres.

No Vestibular de Verão, a Udesc ofereceu 941 vagas. Para fins de projeção, o governo trabalha com um cenário hipotético de 950 vagas, número arredondado para facilitar a análise dos efeitos da lei em processos seletivos futuros.

Nesse modelo atual, apenas as vagas destinadas a estudantes de escolas públicas entram diretamente no recorte socioeconômico. Isso representa cerca de 190 vagas, o equivalente a 20% do total.

Publicidade

Com a nova lei, segundo o governo estadual, a reserva passa a ser de 30% das vagas totais exclusivamente por critérios sociais. Em um vestibular hipotético com 950 vagas, isso significaria 285 vagas destinadas a alunos com menor acesso a recursos financeiros.

O aumento seria de 95 vagas a mais, o que representa um crescimento de 50% no número de oportunidades voltadas diretamente a estudantes pobres, conforme a conta apresentada pelo governo.

Atualmente, nesse mesmo cenário hipotético, 95 vagas seriam reservadas a candidatos pretos e pardos. Com o novo modelo, essas vagas deixam de existir como critério racial e passam a integrar o bloco de vagas socioeconômicas, ampliando, segundo o Executivo, o alcance das políticas de inclusão baseadas em renda.

O governo afirma que o objetivo é concentrar o benefício em quem mais precisa do ponto de vista econômico, independentemente de raça ou identidade de gênero. Críticos da medida sustentam que a mudança elimina políticas voltadas a grupos historicamente discriminados.

Publicidade

A discussão segue em disputa política e jurídica. Até o momento, a lei está suspensa por liminar do TJSC, e o impacto efetivo sobre os próximos vestibulares dependerá das decisões judiciais e da regulamentação adotada pelas universidades.

Receba as notícias no WhatsAppEntrar
Publicidade
Publicidade
Grupo de WhatsApp · Tempo real

Santa Catarina no seu WhatsApp

Entre no grupo oficial do Jornal Razão. As principais manchetes do dia, direto no seu aparelho. Sem spam.

Entrar no grupo
+48 mil catarinenses já acompanham