O único voto contrário à moção de louvor concedida a Jair Renan Vale Bolsonaro pela Câmara de Tijucas tem explicação, e o autor faz questão de deixá-la clara. Em conversa com o Jornal Razão, o vereador Vilson José Porcincula (PP), conhecido como Tem, afirmou que rejeitou a homenagem por entender que o filho caçula do ex-presidente Jair Bolsonaro não prestou absolutamente nenhum serviço ao município.
Não agrega em nada.
Para o vereador, o reconhecimento público da cidade deve ter como critério a contribuição concreta a Tijucas, e não o peso político de um sobrenome.
Trouxe benefício para Tijucas? Tem meu apoio incondicional. Não é o caso dele.
Vilson Porcincula sustentou que Renan Bolsonaro não realizou nenhuma ação em favor do município e que, por isso, não seria merecedor de uma honraria concedida pela Câmara. Segundo o vereador, a moção de louvor é um instrumento de reconhecimento que deve estar atrelado a um trabalho efetivo pela cidade.
Sem motivação ideológica
O parlamentar também buscou afastar a leitura de que o voto teria motivação partidária ou ideológica. Ele lembrou ter votado recentemente a favor de homenagens a figuras de diferentes espectros políticos, como a deputada Carol de Toni (PL), o ex-prefeito Emerson Stein (MDB) e o deputado Pedro Uczai (PT).
Para Vilson Porcincula, esse histórico deixa evidente que sua posição na votação não foi orientada por “politicagem” nem por divergência ideológica, mas pelo critério de mérito e de vínculo com Tijucas.
Relembre o caso
A moção de louvor a Jair Renan Vale Bolsonaro foi aprovada pela Câmara de Tijucas por sete votos favoráveis, um contrário e duas abstenções, e a honraria foi entregue na última quinta-feira, 18. O requerimento foi de autoria do vereador Écio Hélio de Melo, que defendeu a homenagem na tribuna.

























