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“Não tem poblema alguma”, diz vereador que tentou comprar iPhones por R$ 124 mil em Porto Belo

O presidente da Câmara de Porto Belo publicou um vídeo para se defender das críticas à aquisição dos 11 aparelhos e negar irregularidade na compra, que acabou cancelada pela Casa.

“Não tem poblema alguma”, diz vereador que tentou comprar iPhones por R$ 124 mil em Porto Belo
Foto: Reprodução
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O presidente da Câmara de Vereadores de Porto Belo, no Litoral Norte catarinense, usou as redes sociais para se defender das críticas à compra de 11 aparelhos iPhone que custariam cerca de R$ 124 mil aos cofres públicos. Em um pronunciamento divulgado em vídeo, o vereador Jonas Amadeu Raulino (MDB) afirmou que não houve irregularidade na aquisição.

A polêmica veio à tona depois que a Casa emitiu uma ordem de compra de 11 aparelhos iPhone 16 Pro pelo valor total de R$ 124.289, o equivalente a R$ 11.299 por unidade, valor acima do encontrado no varejo. O caso gerou forte repercussão entre moradores e nas redes sociais.

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No vídeo, Jonas Amadeu, que preside o Legislativo, disse que os celulares não pertenceriam aos parlamentares e ficariam no gabinete da Câmara, dentro de um projeto chamado “Legislativo Digital”, voltado à digitalização dos processos da Casa.

ASSISTA AO VÍDEO

Capa do vídeo do YouTube

A defesa do presidente

Durante o pronunciamento, o vereador afirmou que tudo foi feito com responsabilidade e que não há ilegalidade na compra. Ele disse ainda que os parlamentares são trabalhadores com família e que atua como pedreiro fora do mandato.

Aqui não tem nenhum bandido, aqui são pessoas que têm família

A empresa fornecedora

Jonas Amadeu também rebateu a informação de que a empresa responsável pelos aparelhos não teria endereço. Para isso, exibiu um vídeo do proprietário da fornecedora, a Giga Um, sediada em Fraiburgo, no Meio-Oeste catarinense. Segundo o empresário, a loja atua nos ramos de informática e eletrônicos há 26 anos, desde 1999.

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A compra cancelada

A compra, no entanto, acabou cancelada pela Câmara após a repercussão. Em nota oficial, o Legislativo informou que nenhum pagamento chegou a ser feito e que a ordem de compra foi cancelada antes da conclusão do processo, depois que o consórcio responsável pela licitação informou que os modelos estariam em processo de obsolescência.

Até o momento, não há registro de questionamento formal de órgãos de controle sobre a aquisição em Porto Belo. O caso segue repercutindo na cidade, que tem cerca de 27 mil habitantes.

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