O vereador André Guesser (PDT), de São José, saiu em defesa dos pescadores artesanais na crise da tainha e acusou setores políticos de fazer “politicagem em ano de eleição” em cima de quem depende da safra para viver.
Em vídeo, o parlamentar criticou o uso da suspensão da pesca como bandeira eleitoral. Para ele, é oportunismo de quem nunca se preocupou com as condições dos ranchos de pesca, dos barcos, das redes ou do seguro do pescador.
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Eles começam a aparecer, mas isso é mentira, isso é um absurdo. É politicagem em ano de eleição.
Guesser sustentou que a cota não é uma decisão política, e sim técnica. Lembrou que o sistema de cotas existe desde 2018 e que a fartura deste ano é, em parte, resultado do próprio controle das temporadas anteriores. “As cotas existem desde 2018 e não é uma definição política. É uma questão técnica”, disse.
Cota por região
O vereador cobrou que a discussão sobre o limite seja feita com seriedade, reunindo governo federal, governo do estado e os próprios pescadores. Defendeu que se estude o aumento da cota e, principalmente, a adoção de cotas por região, já que as praias do Sul, por onde o cardume entra primeiro, capturam mais do que as do Norte, como Bombinhas e São Francisco do Sul.
Ele também apontou demandas antigas das comunidades que, na sua avaliação, costumam ser ignoradas fora do período da tainha, como a falta de estrutura de refrigeração e o preço baixo pago ao pescador na praia. “Pescador não é só abril, maio, junho”, afirmou, lembrando que a atividade é o sustento das famílias o ano inteiro.
Os dois lados
A fala de Guesser entra em um debate em que parlamentares de oposição, como o deputado estadual Alex Brasil (PL), classificaram a suspensão como perseguição a Santa Catarina. O Ministério da Pesca e Aquicultura sustenta que a medida foi preventiva, adotada depois que as capturas atingiram 90% da cota de 1.332 toneladas autorizada para a modalidade de arrasto de praia em 2026.
O vereador encerrou defendendo que os pescadores tenham protagonismo no debate. “Eles não são votos, eles são vidas e necessitam desse trabalho pra sobreviver”, concluiu. Até a última atualização, a proibição da pesca de arrasto de praia seguia em vigor, e o governo do estado preparava ação na Justiça para tentar derrubar a portaria federal.

























