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“Sou devota do painho”: apoiadora de Lula reage e diz que militância já sabia que público não iria a evento em SC

Em conversa com a reportagem do Jornal Razão em frente ao estaleiro Detroit Brasil, a apoiadora Márcia Albuquerque contestou a leitura de baixa adesão, classificou como "fake news" e disse que a militância já sabia que o evento seria restrito.

“Sou devota do painho”: apoiadora de Lula reage e diz que militância já sabia que público não iria a evento em SC
Foto: Reprodução
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Em meio à estrutura montada para receber até 700 pessoas e ocupada por pouco mais de uma dezena de apoiadores, a psicóloga e artista visual Márcia Albuquerque, moradora do bairro São João, em Itajaí, conversou com a reportagem do Jornal Razão em frente ao estaleiro Detroit Brasil. Identificada como militante de longa data, ela rebateu a leitura de que o evento desta sexta-feira (26) teve baixa adesão e classificou a abordagem como “fake news”.

“Devota do pai Lula”

A apoiadora começou se apresentando em alto tom de devoção ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Fã número um do presidente. Eu digo que eu não sou fã do pai Lula, eu sou devota. Nós temos no presidente Lula o maior líder mundial da esquerda vivo.

Na sequência, Márcia comparou a passagem atual de Lula a Santa Catarina com a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Estado.

Veja o Porto, o movimento do Porto. O que o Bolsonaro trouxe? Bolsonaro veio para fazer passeio de jet ski. Pouco ele colaborou com Santa Catarina. O presidente Lula, apesar de nós estarmos em Santa Catarina, ele não tem vetado as coisas para Santa Catarina. Ele está aqui novamente trazendo progresso, trazendo riqueza para o nosso Estado.

“Já sabíamos”

Questionada se tinha a expectativa de entrar no evento e ter um encontro com o presidente, a apoiadora respondeu que sabia, desde o início, que a agenda seria restrita.

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Não. Nós da militância, nós já sabíamos que ia ser um momento mais restrito, até por conta da agenda do presidente. O presidente Lula está passando rapidamente pelos lugares, então nós já sabíamos que não ia ser um momento de receber um grande público. Mas, mesmo assim, nós estamos aqui.

“Fake news”

Sobre o número de apoiadores presentes no local, abaixo da expectativa da organização, ela divergiu da leitura da reportagem. Quando questionada sobre a constatação de que cerca de 7 apoiadores sem credenciamento estavam do lado de fora, em uma estrutura montada para 700, reagiu.

Tem muitas informações mentirosas que circulam pela imprensa, justamente porque nós estamos em Santa Catarina, que é um Estado que a gente vê muita fake news em relação à esquerda, em relação ao presidente Lula. Então, é importante você fazer essa entrevista para que a gente também possa esclarecer as fake news, para que não fiquem dizendo que tinha apenas sete pessoas, porque não é isso. Nós da militância já sabíamos que ia ser uma visita que estaria restrita.

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Sobre o esquema de segurança montado para o evento, a apoiadora também justificou.

Até pela segurança do presidente Lula. Veja que já teve até uma armação do Bolsonaro e família Bolsonaro para matar o Lula. Então, vindo para Santa Catarina, a segurança precisa ser maior. E a gente compreende isso.

“Não tente induzir”

Quando lembrada de que a estrutura, segundo a organização, foi montada para receber cerca de 700 pessoas, contestou a informação.

Houve uma estrutura montada, mas isso de 700 pessoas é você que está dizendo. Acho que é importante não tentar induzir a entrevista e induzir minhas respostas.

A reportagem perguntou, então, quantas pessoas ela acreditava ter no local. A apoiadora não estimou um número e desviou para o caráter restrito do evento.

Eu não sei quantas pessoas compareceram.

Quando questionada se não era de se esperar que apoiadores comparecessem, ela respondeu com outra pergunta.

Eu gostaria de te perguntar por que você está tentando induzir as minhas respostas para que chegue em algum lugar. Você é jornalista que está tentando fazer uma cobertura ou você está a serviço de algum veículo de imprensa que é contra o presidente Lula?

“Lula tetra”

A reportagem informou que o trabalho é o de noticiar o que se vê no local, e que as imagens registradas mostram, de fato, baixa adesão. A apoiadora insistiu na negativa e encerrou a conversa.

Não houve uma baixa adesão. Os apoiadores, as pessoas credenciadas, estão lá dentro. E os apoiadores sabiam que não poderiam entrar. E eu vou encerrar por aqui porque você não está querendo fazer uma cobertura como uma imprensa honesta, você está querendo induzir as minhas respostas. Viva o presidente Lula, o maior presidente que o Brasil já teve e vai continuar tendo. Lula tetra.

A fala da apoiadora se soma ao conjunto de versões coletadas pela reportagem ao longo do dia, tanto na agenda da manhã, no Thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, quanto na da tarde, no Detroit Brasil. Entre apoiadores que reconheceram a baixa adesão e atribuíram o esvaziamento ao horário comercial e à falta de divulgação, e os que contestaram a leitura e culparam a imprensa, prevaleceu, nos dois pontos da visita, o mesmo cenário: muita estrutura, pouca gente.

A agenda da tarde no Detroit Brasil tem foco na construção de embarcações de apoio offshore contratadas pela Petrobras, dentro do Programa Mar Aberto. Depois do compromisso, o presidente retorna a Brasília, encerrando a terceira visita de Lula a Santa Catarina no atual mandato.

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