A Prefeitura de Florianópolis exonerou cerca de 150 funcionários temporários da educação que aderiram à greve da categoria. As demissões se apoiam em decisão do desembargador João Henrique Blasi, que considerou a paralisação ilegal.
A medida levou centenas de sindicalistas às ruas em marcha pela Rua Tenente Silveira, no centro da capital, em direção ao prédio da Prefeitura. Lideranças do Sintrasem classificaram as exonerações como um “ataque brutal” e “extremamente injusto”.
A reação do sindicato
Em discurso no ato, representantes do Sintrasem afirmaram que os profissionais foram desligados por exercerem o direito constitucional de greve. A categoria também acusou a gestão municipal de promover o que chamou de “silenciamento” do movimento e anunciou medidas judiciais contra a Prefeitura.
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Respeite o trabalhador, respeite as famílias que precisam ser alimentadas. Topázio, dialogue, não seja um ditador.
A fala foi dirigida ao prefeito Topázio Neto, responsável pela gestão municipal. Servidores efetivos da saúde também participaram do ato em apoio aos colegas da educação. A paralisação começou em 23 de abril, após os servidores rejeitarem a proposta da gestão na data-base.
A posição da Prefeitura
A administração municipal sustenta que os contratos dos profissionais temporários preveem desligamento em casos de ausência por mais de 48 horas consecutivas ou três faltas alternadas sem justificativa. Como a Justiça de Santa Catarina declarou a greve ilegal no último dia 30 de abril, o município entende que os servidores que permaneceram parados descumpriram as regras contratuais.
Conforme o desembargador João Henrique Blasi, o sindicato não apresentou garantias mínimas para manter os serviços essenciais funcionando durante a paralisação, especialmente em saúde e educação. Segundo o magistrado, a ausência desse planejamento descumpre a legislação que regulamenta movimentos grevistas no país.
Impacto nas escolas
Treze unidades de educação infantil ficaram fechadas parcial ou totalmente nesta quarta-feira. Para reduzir o impacto da falta de profissionais, o município pretende acelerar contratações emergenciais usando listas de processos seletivos já realizados.
Segundo a Prefeitura, nenhuma Escola Básica Municipal ficou totalmente sem atendimento. O impasse segue sem previsão de solução e deve continuar nos próximos dias entre Prefeitura, sindicato e servidores.























