O deputado federal Daniel Freitas (PL-SC) saiu em defesa do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante entrevista ao canal Bradock Show. O parlamentar catarinense atribuiu diretamente ao senador a articulação que resultou na decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado americano na última quinta-feira (28) e atende a um pedido feito por Flávio Bolsonaro durante reunião com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com o presidente Donald Trump na Casa Branca.
“Foi graças ao Flávio Bolsonaro que o governo americano enquadrou o PCC e o CV como grupos terroristas”, declarou Daniel Freitas, confirmando que o encontro do senador com Trump foi decisivo para a medida.
Críticas ao governo Lula
O deputado catarinense não poupou elogios à postura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e aproveitou para comparar a atuação do senador com a do governo federal.
“Flávio fez em dois dias muito mais pela segurança nacional do que Lula e o PT em 17 anos no poder. Nunca foi tão fácil escolher um lado”, disse Freitas.
Para o parlamentar, Flávio Bolsonaro demonstra uma disposição no combate ao crime organizado que, segundo ele, falta ao atual governo.
O que muda com a classificação
A inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras dos Estados Unidos permite que autoridades americanas congelem ativos das facções em território americano, restrinjam transações financeiras e ampliem a cooperação internacional no rastreamento de lideranças e operações criminosas.
A medida também pode impactar investigações em andamento no Brasil, já que abre caminho para o compartilhamento mais ágil de informações entre agências de inteligência dos dois países.
Contexto político
A fala de Daniel Freitas reflete o posicionamento da oposição, que tem utilizado a medida como argumento eleitoral em favor de Flávio Bolsonaro na corrida pela Presidência. Até o fechamento desta reportagem, o governo federal não havia se manifestado oficialmente sobre a decisão americana.



























