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Pais saem em defesa dos professores da AFASC após greve paralisar creches em Criciúma

Famílias colaram cartazes em apoio à categoria nos Centros de Educação Infantil enquanto o prefeito Vagner Espíndola afirmou estar “do lado dos pais” e ameaçou notificar a entidade.

Pais saem em defesa dos professores da AFASC após greve paralisar creches em Criciúma
Foto: Reprodução
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Os pais de alunos da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC) saíram em defesa dos professores em greve e contrariaram o discurso do prefeito Vagner Espíndola, que afirmou estar “do lado dos pais” em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (12). A paralisação atinge cerca de 6 mil crianças em 40 Centros de Educação Infantil (CEIs) administrados pela entidade.

Conforme a publicação do prefeito, “quando a AFASC paralisa os serviços, nós ficamos muito preocupados, porque estamos do lado dos pais”. A Prefeitura de Criciúma informou ainda que está notificando a AFASC, cobrando o cumprimento do contrato e buscando alternativas para garantir a continuidade da educação infantil no município.

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Capa do vídeo do YouTube

Pais nos portões das creches

Enquanto o Executivo se posicionava contra a paralisação, famílias se mobilizaram em sentido oposto. Cartazes manuscritos foram colados nas grades dos CEIs com mensagens de apoio às professoras. Um deles, divulgado pelo perfil @pais.afasc, traz o seguinte texto:

Somos pais. Somos apoio. Somos a favor das professoras da AFASC. Educação de qualidade começa com profissionais valorizadas.

Nos comentários das publicações sobre a greve, mães e pais reforçaram o apoio à categoria. “Pague o que estão pedindo e pare de querer transferir a sua responsabilidade para os outros”, escreveu uma mãe. Outra comentarista afirmou: “Como pais, estamos do lado das professoras. Nossos trabalhos precisam ser valorizados, por que o delas não?”.

O impasse salarial

A categoria reivindica o pagamento do piso nacional do magistério, de R$ 5.130,64 para a jornada de 40 horas semanais. Segundo os professores, a remuneração atual gira em torno de R$ 3,1 mil, valor considerado abaixo do piso.

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Em nota, a AFASC afirmou que o sindicato pede a equiparação salarial entre os trabalhadores contratados pela entidade, em regime CLT, e os professores da rede pública municipal aprovados em concurso público ou processo seletivo. Conforme cálculos da associação, a medida representaria um aumento de cerca de 60% na folha salarial. A entidade alegou que o índice é incompatível com a atual capacidade financeira e que não haveria margem no contrato vigente para absorver o reajuste sem comprometer o funcionamento das unidades.

Justiça liberou a greve

A paralisação foi confirmada após o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) rejeitar o pedido de liminar apresentado pela AFASC, que tentava impedir a greve. Com a decisão, divulgada na noite de segunda-feira (11), o movimento começou na manhã desta terça-feira (12), com concentração dos professores na região do Lapagesse, área central de Criciúma.

Em nota, a AFASC declarou que não aceitará que a educação infantil seja transformada em instrumento de disputa político-eleitoral e afirmou que esgotou as possibilidades de negociação com o sindicato. A entidade disse que adotará todas as medidas jurídicas e administrativas cabíveis para preservar a continuidade do atendimento.

Impacto nas famílias

A paralisação provocou reflexos imediatos na rotina dos moradores. Pais foram surpreendidos ao chegar às creches na manhã desta terça-feira e encontrar as unidades sem atendimento normal. Alguns relataram que precisaram faltar ao trabalho por não terem com quem deixar os filhos.

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A AFASC destacou em nota a preocupação com a continuidade do atendimento prestado às famílias de Criciúma e ressaltou o impacto social do serviço, principalmente para famílias que dependem das unidades para garantir alimentação, cuidados e rotina às crianças enquanto os pais trabalham. O movimento grevista segue sem previsão de encerramento, enquanto sindicato e AFASC tentam avançar nas negociações.

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