“A gente vai, com certeza, eliminar a obesidade na humanidade através dessas medicações.” A frase é do deputado estadual Sérgio Motta, que defende o Estado de Santa Catarina bancando remédios como as canetas emagrecedoras para quem não tem condições de pagar.
O argumento parte da própria experiência. Motta conta que perdeu 38 quilos em oito meses e que, junto com o peso, foram embora a pré-diabetes, a gordura no fígado e a pressão alta. “A obesidade é uma doença”, afirma, lembrando ainda o preconceito que o obeso enfrenta.
A conta que ele faz é de economia para o poder público. Em Santa Catarina, muita gente acima do peso convive com síndrome metabólica, pressão alta, gordura no fígado e problemas nas articulações, uma lista de remédios que, segundo o deputado, o Estado deixaria de pagar se tratasse a causa. “São medicações que valem a pena, são medicações seguras.”
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O fundamento jurídico invocado é a Constituição. “Todo cidadão brasileiro tem direito à educação, direito à saúde”, diz, antes de fechar com a pergunta que sustenta a proposta: se existe medicação que revolucionou o tratamento da obesidade, por que não oferecer a quem não pode comprar?

























