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Moradores protestam em Governador Celso Ramos após reajuste inacreditável no IPTU

Prefeitura ainda não apresentou posicionamento detalhado sobre os aumentos

Moradores protestam em Governador Celso Ramos após reajuste inacreditável no IPTU
Foto: Reprodução
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Moradores de Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis (SC), intensificaram os protestos contra o aumento do IPTU após a chegada de boletos com reajustes considerados abusivos, especialmente no loteamento Nova Governador e no bairro Palmas. Em alguns casos, o imposto saltou de valores entre R$ 300 e R$ 800 para cobranças que chegam a R$ 4 mil, R$ 7 mil e até mais de R$ 10 mil.

Áudios enviados por moradores e obtidos pela reportagem mostram a indignação de quem vive na região. Um dos relatos aponta que um terreno que pagava R$ 390 passou a ser cobrado em R$ 2.800 de um ano para o outro. Segundo os moradores, a realidade do bairro segue a mesma, com ruas de terra, falta de água, ausência de creche, escola, posto de saúde e problemas constantes de infraestrutura.

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A revolta saiu das conversas em grupos de WhatsApp e foi para as ruas. Um protesto com carreata chamou atenção na cidade, com faixas denunciando o aumento do imposto. Em um dos cartazes, a mensagem é direta: “IPTU abusivo. De R$ 890 para R$ 4.000. Sem creche, sem escola, sem posto de saúde, sem infraestrutura. O povo não aguenta mais”.

Durante a mobilização, uma musiquinha passou a ser repetida pelos manifestantes e virou símbolo da revolta. A frase “Se na tua rua tem buraco, é culpa do Marcos”, em referência ao prefeito Marquinho (PL), passou a ser usada de forma irônica para criticar a situação das vias e responsabilizar a gestão municipal pelos problemas estruturais e pelo aumento do imposto.

Segundo moradores, já está em andamento um abaixo assinado para levar o caso ao Ministério Público. Também há uma reunião prevista na Câmara de Vereadores. Eles afirmam que não têm condições de pagar os novos valores e cobram explicações claras sobre os critérios usados no cálculo do IPTU e sobre a lei que autorizou os reajustes.

Até o momento, conforme os moradores, não houve um posicionamento detalhado da prefeitura sobre os aumentos. A falta de resposta oficial tem ampliado a sensação de injustiça e fortalecido a mobilização popular, que não descarta novos protestos nos próximos dias.

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