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Molhes e dragagem vão blindar Tijucas contra o El Niño, diz Jorginho ao JR: “armas contra enchentes”

Em entrevista exclusiva ao Jornal Razão no programa Santa Política, o governador Jorginho Mello detalhou a construção dos molhes e a dragagem do Rio Tijucas, liberou R$ 10 milhões para o início da obra e enquadrou a intervenção no pacote de R$ 1 bilhão da Defesa Civil do estado.

Molhes e dragagem vão blindar Tijucas contra o El Niño, diz Jorginho ao JR: “armas contra enchentes”
Foto: Reprodução
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O governador Jorginho Mello afirmou que a construção dos molhes e a dragagem do Rio Tijucas serão a principal arma do Vale do Rio Tijucas contra as enchentes. Em entrevista exclusiva ao Jornal Razão, no programa Santa Política, o governador detalhou as intervenções estruturais aguardadas pela região e classificou as obras como um dos “caroços que Tijucas tem há muitos anos”, agora encaminhado para solução.

Questionado sobre a relação pessoal com a região, o governador revelou ter uma ligação afetiva e familiar com a cidade, onde vivem uma irmã e um sobrinho, além de um amigo de longa data dos tempos de BESC. Segundo ele, o prefeito Maickon Sgrott chegou entusiasmado e disposto a resolver um problema histórico do município, a dragagem do rio e a construção dos molhes.

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Para acabar com o histórico de promessas não cumpridas, Jorginho Mello tomou duas atitudes durante a visita. Ele autorizou a liberação imediata de R$ 10 milhões para dar início à dragagem e à construção dos molhes, obra cujo projeto total passa de R$ 50 milhões, e entregou pessoalmente ao prefeito a licença ambiental emitida pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). “Sem licença ninguém pode mexer em nada”, frisou o governador, ao destacar que a entrega era fundamental para não ficar só na conversa e materializar a obra.

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Nova matriz econômica

Na prática, a intervenção promete mudar a realidade da população em duas frentes. Hoje, o rio está completamente assoreado, o que impede a entrada de embarcações. Com a dragagem, a navegabilidade será devolvida e a orla ganha novo fôlego. “Isso vai dar uma nova matriz econômica. Vai reacender a praia”, afirmou, projetando novas oportunidades de desenvolvimento e turismo para Tijucas.

A segunda frente é a proteção contra desastres naturais. O governador demonstrou preocupação com o fenômeno El Niño e com os altos volumes de chuva, citando a precipitação de 150 milímetros registrada na madrugada anterior à entrevista. Segundo ele, a desobstrução do rio garante escoamento adequado da água e evita o alagamento de casas e empresas. “O rio só quer ir pro mar. Quando você tranca o percurso dele, ele vai para dentro da tua casa, para dentro da tua empresa”, resumiu.

O faxinão da Defesa Civil

A obra em Tijucas não é isolada, e sim parte de uma política estadual de prevenção. Jorginho Mello revelou que o governo catarinense já investiu cerca de R$ 1 bilhão desde 2023 em Proteção e Defesa Civil. O pacote, que ele apelidou de “faxinão”, inclui o destrancamento e a automação de comportas de barragens abandonadas havia 30 anos, além da dragagem de 350 quilômetros de rios por todo o estado. “Faz 30 anos que ninguém fazia mais absolutamente nada”, disparou.

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Para o governador, a chegada dos molhes representa a concretização local desse esforço estadual e o fim de uma promessa repetida por muitos anos. “O prefeito Maickon veio com vontade de mudar essa história contada há muitos e muitos anos e que nunca passou de promessa. Agora a gente materializou, com a licença e com aporte financeiro para começar”, concluiu. A obra é apontada como a maior intervenção estruturante da história de Tijucas.

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