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Vereadora do PL de Florianópolis diz ter “amadurecido após se converter” e rebate vídeo polêmico

Manu Vieira, que era do Novo quando protestou pedindo impeachment de Bolsonaro, defendeu descriminalização das drogas e tratou aborto como ‘questão de saúde pública’, afirmou que suas convicções amadureceram com a conversão religiosa e classificou o aborto como "a falência moral da sociedade". Pela publicação da própria vereadora, porém, a conversão teria ocorrido em 2020, mais de um ano antes das falas que geraram a polêmica.

Vereadora do PL de Florianópolis diz ter “amadurecido após se converter” e rebate vídeo polêmico
Foto: Reprodução
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A vereadora de Florianópolis Manu Vieira, do PL, veio a público rebater a repercussão de um vídeo de 2021 que voltou a circular nas redes sociais e reacendeu o debate sobre posições que ela já defendeu. Em um novo pronunciamento, a parlamentar afirmou que suas convicções amadureceram desde a conversão religiosa e classificou o aborto como “a falência moral da sociedade”.

Hoje pré-candidata a deputada federal, Manu foi a mulher mais votada da capital. A repercussão começou depois que gravações de 2021, da época em que ela ainda era filiada ao Novo, voltaram a ser compartilhadas. No material, ela tratava o aborto como uma questão de saúde pública. Na mesma fase, em setembro de 2021, participou de uma manifestação em Florianópolis que pedia o impeachment do então presidente Jair Bolsonaro.

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Ao responder, a vereadora afirmou que sua posição atual é fruto da fé e de um amadurecimento que, segundo ela, “só vem pela graça”. Disse que trechos foram recortados fora de contexto para atingi-la, em momentos em que tratava da questão legal do aborto e do que chamou de falência do sistema público de saúde.

ASSISTA AO VÍDEO

“O aborto é a falência moral da sociedade. É assumir que a vida, especialmente uma vida inocente, não tem valor.”

Pela própria publicação dela nas redes sociais, a conversão teria ocorrido em 2020. O vídeo que gerou a polêmica, no entanto, é de 2021, mais de um ano depois do que ela aponta como o marco da sua virada de fé. Naquela gravação, ela ainda tratava o aborto sob a ótica da saúde pública.

A parlamentar sustenta que nunca foi favorável à prática em si. “Ali eu falava sobre a lei que existe, mas eu nunca fiz e nunca faria um aborto. O meu batismo fortaleceu demais minhas convicções e sou grata por isso”, afirmou anteriormente ao Jornal Razão, quando o vídeo veio à tona.

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Fé e convicção

No novo posicionamento, ela amarra a convicção às Escrituras e diz que passou a enxergar o tema sob outra ótica depois de se converter. Citou passagens bíblicas para sustentar que a vida começa na concepção. “Ou somos criados imagem e semelhança de Deus, ou não. Não há meio termo”, afirmou.

A vereadora também mencionou o que descreveu como um dos episódios mais tristes da história catarinense. De acordo com ela, um grupo de militantes teria conseguido, por meios que classificou como ardilosos, a interrupção de uma gestação de oito meses no estado. O caso é apresentado por ela como exemplo do que chama de permissividade da lei, e não há, no pronunciamento, detalhamento oficial sobre o episódio.

Ao se pronunciar, Manu Vieira restringiu a resposta ao tema do aborto. A vereadora não comentou a própria participação na manifestação que pedia o impeachment de Jair Bolsonaro nem os demais posicionamentos que já defendeu publicamente, como a defesa da não interferência do Estado no comportamento individual.

Mulheres e acolhimento

Apesar do tom enfático, Manu fez questão de separar a condenação ao aborto do tratamento às mulheres. Disse lamentar a situação de quem decide pela interrupção após sofrer violência, atribuindo grande parte desses casos à negligência do poder público. “Não acho que ela deva ser presa, como já define a nossa legislação. Essas mães precisam de apoio e de acolhimento.”

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A parlamentar afirmou ainda se colocar à disposição de mulheres que passaram por violência, “nem que seja para compartilhar uma palavra de fé e esperança cristã”. Mesmo reconhecendo empatia por essas mulheres, reforçou que não recua na convicção. “Jamais faria e jamais recomendaria que alguém fizesse.”

Trajetória partidária

A trajetória partidária acompanha a mudança de discurso. Em março de 2024, Manu deixou o Novo e se filiou ao PL, partido pelo qual foi reeleita vereadora em Florianópolis com 6.727 votos. Ao encerrar, ligou a posição ao mandato e ao resultado nas urnas. “Eu não sou de meias palavras, de falsas conversas ou de relacionamentos de fachada. Comigo, a defesa da vida é coisa séria.”

A repercussão do vídeo segue alimentando o debate sobre a mudança de posicionamento da parlamentar desde a filiação ao PL.

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