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“Lamentável”: professora apoiadora de Lula diz que presidente perdeu oportunidade de contato com a população em SC

Em conversa com o Jornal Razão em frente ao estaleiro Detroit Brasil, a professora Maria, moradora de Camboriú, disse que veio para ver o presidente, classificou o acesso restrito como "lamentável" e afirmou que Lula "perdeu uma oportunidade" de contato com a população.

“Lamentável”: professora apoiadora de Lula diz que presidente perdeu oportunidade de contato com a população em SC
Foto: Reprodução
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A professora Maria, moradora de Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, foi outra apoiadora ouvida pela reportagem do Jornal Razão em frente ao estaleiro Detroit Brasil, em Itajaí, durante a segunda agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (26). Diferente da fala anterior, ouvida ao lado, Maria reconheceu a baixa adesão, classificou o acesso restrito como “lamentável” e disse que o presidente “perdeu uma oportunidade” de ter contato com a população catarinense.

“Vim para mostrar para minhas filhas”

A professora contou que se deslocou de Camboriú até Itajaí especificamente para tentar ver o presidente, e disse que levou consigo o desejo de mostrar o momento para as filhas.

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Sim, eu vim. Eu vim para ver o presidente. Eu não vi, eu não sei onde ele está, mas eu gostaria de ver e mostrar para minhas filhas.

Informada de que o presidente sairia em comboio e que o evento estava com acesso restrito, mesmo do lado de fora, Maria foi crítica em relação à decisão da organização.

Eu acho uma pena. Acho que ele perdeu uma oportunidade de ter um contato com a população, mostrar tudo o que ele veio fazer aqui, que eu acho que é importante. A indústria naval crescendo é importante para a nossa região. Mas ele sabe dos compromissos, então é uma pena.

A apoiadora ponderou, entretanto, que não estava no local apenas por motivação política, mas pelo que considera relevante para o desenvolvimento da região.

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Eu acho que nesse momento é importante também a gente não ver só pelo caráter político, e ver pela conquista, pela obra, pelo trabalho e o desenvolvimento que traz para a nossa população. Eu estou mais aqui por isso do que por uma questão até ideológica.

Questionada sobre a estrutura montada para receber até 700 apoiadores, ocupada por pouco mais de uma dezena, a professora atribuiu o esvaziamento à divulgação insuficiente da agenda e ao horário comercial.

Eu não vi, mas eu acho que também não foi um evento muito bem divulgado. Eu fiquei sabendo pelas redes sociais que ele vinha aqui, mas a gente trabalha, tem compromissos, é um dia normal de trabalho para os trabalhadores. A gente resolveu dar uma passada aqui e ver, mas não é algo que a gente tinha programado. E se teve poucas pessoas aqui, eu acredito que foi por isso, por não ter sido bem divulgado.

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“O governo falha nisso”

Sobre o próprio sentimento de não conseguir acessar o evento, Maria foi direta.

Eu acho lamentável. Eu acho que o governo falha nisso, peca. Eu acho que o contato com a população é importante. Eu acho que é uma falha. Eu não sei como está a agenda do presidente, eu não sei o que eles têm combinado, então eu não posso responder por eles. Mas eu acho lamentável. Ele vem tão poucas vezes para o Estado, e seria interessante ter um contato com a população. Acho que a população merece isso.

“O presidente deveria rever isso”

Ao ser questionada sobre o que diria ao presidente caso pudesse, Maria endereçou um recado direto ao próprio governo.

Eu acho que o presidente deveria rever isso. Eu não sei se tem uma questão com o início da candidatura, com as eleições, eu não sei se fica restrito ou não, não entendo. Mas eu falaria para o presidente para ele ter um contato maior com a população. Eu acho que é importante, na minha visão isso é muito importante. Se fala tanto do governo democrático, popular, então ele tem que estar com a população. A população tem que ter mais acesso.

A fala de Maria contrasta com a da apoiadora ouvida momentos antes, que classificou a leitura de baixa adesão como “fake news” e disse que a militância já sabia, desde o início, que o evento seria restrito. Entre uma apoiadora e outra, ambas posicionadas em frente ao mesmo estaleiro, prevaleceram duas leituras opostas sobre o mesmo cenário: o esvaziamento da recepção ao presidente em Itajaí.

A agenda da tarde no Detroit Brasil tem foco na construção de embarcações de apoio offshore contratadas pela Petrobras, dentro do Programa Mar Aberto. Depois do compromisso, o presidente retorna a Brasília, encerrando a terceira visita de Lula a Santa Catarina no atual mandato.

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