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Jorginho Mello coloca Bombeiros de SC à disposição da Venezuela após terremoto que já deixou 164 mortos

Em mensagem nas redes sociais nesta quinta-feira (25), o governador disse ter comunicado ao Governo Federal a disposição de SC em enviar equipes, equipamentos e cães de resgate. O estado havia recebido na véspera a maior frota da história dos Bombeiros, com 56 viaturas e R$ 76,6 milhões em investimento.

Jorginho Mello coloca Bombeiros de SC à disposição da Venezuela após terremoto que já deixou 164 mortos
Foto: Reprodução
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O governador Jorginho Mello (PL) colocou as forças de salvamento de Santa Catarina à disposição da Venezuela na manhã desta quinta-feira (25), um dia depois de dois terremotos devastadores arrasarem o país vizinho e deixarem um rastro de morte que não para de crescer. Em mensagem publicada nas redes sociais às 9h22, o governador disse ter comunicado ao Governo Federal a “total disposição” do estado em ajudar nas buscas e nos resgates.

Estamos comunicando ao Governo Federal nossa total disposição em auxiliar nas buscas e resgates ao povo da Venezuela, após o terremoto. Temos equipamentos, temos especialistas, temos cães treinados. Que Deus olhe por esse povo tão sofrido que não merecia mais essa catástrofe.

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A oferta catarinense parte de um estado que acabava de reforçar como nunca a sua capacidade de salvamento. No mesmo dia em que a terra tremeu na Venezuela, na quarta-feira (24), o governo entregou ao Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina a maior frota da história da corporação: 56 viaturas pesadas zero-quilômetro, entre autotanques e autobombas-tanque-resgate, num investimento de R$ 76,6 milhões. São justamente os equipamentos e as equipes especializadas que o governador agora se dispõe a emprestar ao esforço internacional.

Por se tratar de ajuda humanitária a outro país, o envio de militares estaduais para o exterior depende de articulação com o Governo Federal e o Itamaraty, razão pela qual o governador formalizou a oferta a Brasília em vez de anunciar uma missão imediata.

A tragédia na Venezuela

Os dois terremotos atingiram a região central da Venezuela na noite de quarta-feira (24), com magnitudes de 7,2 e 7,5 e apenas 39 segundos de diferença entre um e outro. A pouca profundidade dos abalos fez com que fossem sentidos em uma área extensa do norte da América do Sul.

Em pronunciamento nesta quinta-feira (25), a presidente interina Delcy Rodríguez confirmou pelo menos 164 mortos e 971 feridos, número que subiu ao longo do dia e que as autoridades temem ver crescer ainda mais à medida que os escombros são removidos. O governo decretou estado de emergência e declarou La Guaira, o estado mais atingido, como zona de desastre. Mais de vinte tremores secundários foram registrados depois dos dois abalos principais.

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O Serviço Geológico dos Estados Unidos chegou a estimar, em modelo preliminar, entre 10 mil e 100 mil mortes, projeção automática baseada na magnitude dos tremores e na vulnerabilidade das construções da região.

Sentido até no Brasil

O tremor foi tão forte que foi sentido no Norte do Brasil. Moradores de cidades como Manaus, Belém, Macapá e municípios de Roraima relataram a terra tremer, e prédios chegaram a ser evacuados por precaução. Não há registro de feridos ou de danos estruturais em território brasileiro.

Brasil e o mundo se mobilizam

A oferta de Jorginho Mello se soma a uma ampla mobilização internacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter recebido a notícia “com grande preocupação e consternação” e disse ter instruído o Ministério das Relações Exteriores a avaliar, junto à embaixada do Brasil em Caracas, as medidas de assistência a serem adotadas. Estados Unidos, França, Portugal, Itália, Espanha e outros países também anunciaram o envio de equipes de busca e resgate ou de ajuda humanitária.

A disposição de Santa Catarina em ajudar chega a poucos meses de um marco para os bombeiros catarinenses, que completam 100 anos no próximo dia 26 de setembro. Até o momento, não há confirmação de quando ou se uma equipe do estado embarcará para a Venezuela, o que dependerá da resposta do Governo Federal e do pedido formal das autoridades venezuelanas. Enquanto isso, equipes de resgate seguem trabalhando dia e noite entre os escombros em Caracas e em La Guaira.

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