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João Rodrigues revela detalhe macabro sobre sua prisão em 2018: “morreu na mesma cela”

Em entrevista ao Jornal Razão em Tijucas, o pré-candidato ao governo de SC afirmou que o procurador Pedro Rosso, autor da denúncia contra ele, morreu na mesma cela da Polícia Federal em Porto Alegre onde esteve preso. O relato é a versão de João Rodrigues.

João Rodrigues revela detalhe macabro sobre sua prisão em 2018: “morreu na mesma cela”
Foto: Reprodução
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O pré-candidato ao governo de Santa Catarina João Rodrigues estava no estúdio do Jornal Razão, em Tijucas, quando a conversa deixou de ser sobre eleição e virou uma história de cadeia. Ele havia acabado de sustentar que o caso da retroescavadeira terminou em absolvição, e não em prescrição, quando emendou o que ele mesmo classificou como um episódio macabro: o procurador que o denunciou morreu na mesma cela da carceragem da Polícia Federal em Porto Alegre onde ele próprio ficou preso, em 2018.

“Ele cometeu suicídio dentro da carceragem da Polícia Federal em Porto Alegre, onde eu fui preso”, afirmou João Rodrigues. Segundo o pré-candidato, foi na mesma cela, e o procurador estava detido por uma tentativa de estupro.

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Na versão apresentada por ele, a denúncia partiu do procurador Pedro Rosso, a quem descreveu como “esquerdista” e “indigenista” e que o teria incluído no processo “por conta e risco”, movido por desafeto à atuação de João Rodrigues como apresentador de TV. O relato veio como resposta à cobrança sobre a condenação que o tirou do mandato de deputado federal.

O caso da retroescavadeira

João Rodrigues sustenta que tudo se resume à assinatura de um edital em 1999, quando era vice-prefeito de Pinhalzinho, no Oeste catarinense, para a compra de uma retroescavadeira com dação em pagamento de uma máquina usada. A prática, disse, é comum hoje, mas à época exigia lei específica.

Foi um erro formal no edital.

Ele afirmou que o voto do relator pedia absolvição por não ter havido “dano, dolo nem desvio”, mas que a sessão teria sido encerrada “pra exigir minha condenação, porque foi uma encomenda”. E apontou nomes: “E quem é que fez isso? O Alexandre de Moraes, juntamente com o Barroso”. Segundo o pré-candidato, o STJ reconheceu depois a ausência de dano.

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“Fui o primeiro preso desse negócio”

Na leitura que faz do próprio caso, a prisão foi retaliação política. João Rodrigues lembrou ter ajudado a liderar o impeachment de Dilma Rousseff e ter integrado a CPMI da JBS, e se colocou como alvo por isso. “Fui o primeiro preso desse negócio”, disse.

Foi também o único momento da entrevista em que admitiu excesso. “Confesso que cometi o erro de ser muito duro naquela época”, afirmou.

O relato sobre o procurador é a versão do pré-candidato e não foi confirmada de forma independente pela reportagem.

A Caravana da Vitória em Tijucas

A declaração foi dada durante a passagem da Caravana da Vitória por Tijucas, no Vale do Rio Tijucas. João Rodrigues, que deixou a prefeitura de Chapecó para disputar o governo do Estado, esteve no estúdio ao lado dos pré-candidatos ao Senado Esperidião Amin e Antídio Lunelli. Carlinhos Chiodini, indicado a vice, não participou por compromissos de agenda.

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Na mesma entrevista, o grupo defendeu um “governo humanizado”, acusou o governador Jorginho Mello de ter rompido institucionalmente com o Governo Federal e transformou a promessa da ViaMar e os R$ 10 milhões do Molle em desafios públicos.

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