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“Fui o primeiro da fila”: João Rodrigues relembra prisão que chama de injustiça e se compara a Bolsonaro

Pré-candidato ao governo de SC relembra a prisão de 2018, que classifica como injustiça, e liga a experiência à defesa que faz de Jair e Michelle Bolsonaro: "Vivi na pele o que eles estão vivendo".

“Fui o primeiro da fila”: João Rodrigues relembra prisão que chama de injustiça e se compara a Bolsonaro
Foto: Reprodução
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João Rodrigues estava na cadeia quando concorreu a deputado federal, e mesmo preso somou 60 mil votos. É a partir dessa história pessoal, que ele classifica como a maior injustiça da própria vida, que o pré-candidato ao governo de Santa Catarina explica por que hoje sai em defesa de Jair e Michelle Bolsonaro. “Eu conheço o outro lado e da grade. Eu conheço que é ser humilhado, pisado, perseguido”, afirmou em entrevista ao Jornal Razão.

Rodrigues conta que foi preso em fevereiro de 2018 e ficou sete meses detido. A origem, segundo ele, foi um processo de 1999, época em que era vice-prefeito de Abelardo Luz, referente à assinatura de um edital. O pré-candidato alega que não homologou, não comprou, não pagou e que não houve desvio, tratando o caso como um erro formal que ele diz não ter praticado. “Um erro formal não praticado por mim, mas eu paguei a conta”, declarou.

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O ponto que mais o revolta é o próprio andamento judicial. Rodrigues afirma que o processo já estava prescrito e teria sido, nas palavras dele, “ressuscitado”. No julgamento, sustenta que o relator, o ministro Luiz Fux, votou de forma firme pela absolvição, por entender que não havia dano nem desvio. A divergência, segundo o relato, veio de Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, o mesmo ministro que mais tarde determinaria a prisão de Bolsonaro. É a leitura do pré-candidato sobre o caso, e as decisões citadas foram tomadas pelo colegiado do Supremo.

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Foi preso e concorreu assim mesmo. Rodrigues relata que se candidatou a deputado federal dentro da cadeia, na mesma eleição, e que chegou a ser solto na véspera do pleito. Diz ter tido a candidatura cassada, mas afirma que disputou em igualdade e somou 60 mil votos. “Meus votos não foram validados, mas eu me elegi. Eu fui o segundo mais votado do PSD”, afirmou.

A virada, no relato dele, veio depois. O pré-candidato conta que seguiu na disputa política, foi eleito prefeito de Chapecó e que, mais tarde, o Supremo Tribunal Federal reconheceu seus direitos e anulou o processo. Para Rodrigues, essa é a prova que carrega. “Onde está a minha carta de absolvição? Está no voto popular e está na decisão do Supremo Tribunal Federal”, declarou, ligando o desfecho ao fato de hoje ser pré-candidato ao governo do Estado.

É essa trajetória que ele usa para justificar a defesa da família Bolsonaro. Rodrigues afirma que conhece de perto o que descreve como humilhação e abandono, e que enxerga no ex-presidente uma situação parecida com a que viveu. “Eu conheço o que é ser abandonado pelos amigos, como eles estão sendo. Eu vivi na pele o que eles estão vivendo”, disse, encerrando o relato ao cravar que fala de dentro da própria experiência.

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O caso citado por Rodrigues tramitou no Supremo Tribunal Federal, e as decisões mencionadas foram proferidas pelos ministros no âmbito do processo. A reportagem registra a versão apresentada pelo pré-candidato em entrevista.

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