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“Só peru morre na véspera”: João Rodrigues diz que Jorginho deixou obras contra enchentes para a última hora

Pré-candidato ao governo de SC afirma que o governador suspendeu obras de contenção já licitadas, entre elas a barragem de Botuverá. O Jornal Razão garante espaço de resposta ao governo do Estado.

“Só peru morre na véspera”: João Rodrigues diz que Jorginho deixou obras contra enchentes para a última hora
Foto: Reprodução
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Pré-candidato ao governo de Santa Catarina, o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD) afirmou em entrevista ao Jornal Razão que o governador Jorginho Mello demorou para agir contra as enchentes e suspendeu obras que já estavam prontas para começar, entre elas a barragem de Botuverá. Segundo ele, se as estruturas estivessem concluídas, os estragos das cheias seriam muito menores.

A fala interessa diretamente à região do Vale do Rio Tijucas e ao Vale do Itajaí, áreas historicamente atingidas por cheias e vizinhas às obras citadas. Botuverá fica no Médio Vale do Itajaí, e José Boiteux, também mencionado, integra o Alto Vale, ambos pontos sensíveis no debate sobre contenção de enchentes em SC, agravado após as tragédias no Rio Grande do Sul.

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O tempo da decisão

Na avaliação do pré-candidato, o problema é o tempo da decisão.

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O que eu critico o governador é o tempo. É o tempo pra tomar uma atitude. Ele demorou, ele agiu politicamente naquela velha conta. Vamos fazer na véspera que o povo esquece. Não toca porque é do ex.

Rodrigues atribuiu a paralisação à disputa política com a gestão anterior.

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As obras citadas

Rodrigues listou as obras que, segundo ele, estavam encaminhadas e não avançaram. “As obras de José Boiteux, todas foram licitadas, era tocar. O governador suspendeu”, disse. Sobre a estrutura no Médio Vale, afirmou: “A barragem de Botuverá já tava licitada a ordem de serviço, na ordem de cem milhões, cento e dez milhões de reais pra executar a obra. O governador suspendeu.” Citou ainda o canal Extravasor, que, segundo ele, “não licitou”.

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Para o pré-candidato, a consequência é concreta: “Se tivesse a barragem José Boiteux pronta, se tivesse a barragem de Botuverá pronta, se tivesse o canal extravasor, os efeitos seriam diminuído e muito, não teria tanta gente pra perder casa, teto, mobília.” Ele diz que a crítica não é ataque pessoal: “a gente tá em defesa do povo, não tô em defesa de político”.

Convênios e o bordão

Rodrigues ampliou a acusação ao afirmar que “mais de setenta por cento dos convênios não aconteceram”, citando comícios e promessas de obras de cem a quinhentos milhões de reais que, segundo ele, não saíram do papel. “Por que que não fez há dois anos atrás ou nos primeiros seis meses? Por que deixou pra véspera?”, questionou, antes de repetir o bordão: “Véspera acabou, só peru morre na véspera.” Para contrapor, invocou a própria gestão: “em Chapecó fiz os oito anos (…) trabalhei do primeiro ao último dia.”

A ENTREVISTA COMPLETA

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As afirmações são versão do pré-candidato e envolvem acusações à gestão do governador Jorginho Melo. O Jornal Razão garante espaço de resposta ao governo do Estado e às pessoas citadas.

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