João Rodrigues apostou alto e colocou a própria candidatura na mesa. “Se o Jorginho me apresentar o projeto da obra, só o projeto, eu renuncio e não sou mais candidato”, declarou o pré-candidato do PSD ao governo de Santa Catarina, em discurso registrado pelo Portal Upiara.
O alvo era a Via Mar, rodovia projetada para correr paralela à BR-101 entre Joinville e o Contorno Viário da Grande Florianópolis, que o governo do Estado acabou de pôr em licitação. “Na véspera de uma eleição você lança uma obra de R$ 10 bilhões e não tem o projeto?”, provocou o pessedista, antes de cravar que, se o projeto existir, encerra a vida pública. “Vou para casa”, disse.
A fala foi dada em um encontro do MDB e elevou o tom de um embate que já vinha sendo costurado. Mais cedo, no Summit Cidades 2026, João Rodrigues havia ironizado o evento de lançamento da obra em Itajaí, dizendo que o próximo lançamento seria de um foguete e que preferia esperar 90 dias para ver o que de fato havia sido lançado.
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A resposta de Jorginho
A resposta de Jorginho Mello (PL) veio no Summit Cidades, em Florianópolis. O governador e pré-candidato à reeleição entregou uma cópia do projeto ao jornalista Upiara Boschi e devolveu a alfinetada sem citar nomes. “Teve algum falastrão dizendo que não tinha projeto”, retrucou, conforme o Portal Upiara, ao sustentar que o empreendimento tem projeto pronto e está em fase de licitação.
Agora a bola está com João Rodrigues. Nos comentários, parte do público já cobra uma definição do pré-candidato diante do desafio que ele mesmo lançou. A Via Mar, maior obra rodoviária da história do Estado, com investimento total estimado acima de R$ 7 bilhões, promete ser um dos temas centrais da disputa de 2026.
O confronto expõe o tabuleiro da eleição estadual, que tende a opor o grupo de João Rodrigues ao bloco que defende a reeleição de Jorginho Mello. Com o edital do primeiro lote publicado, corre o prazo de 90 dias para o recebimento das propostas, o mesmo período citado pelo pessedista para avaliar a obra. O desfecho do duelo, porém, dependerá menos do calendário da rodovia e mais do rumo das articulações partidárias até as convenções.























