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“Babacas”: João Rodrigues sai em defesa de Michelle Bolsonaro e ataca Figueiredo e Allan dos Santos

Em entrevista ao Jornal Razão, o pré-candidato ao governo de SC chamou Paulo Figueiredo e Allan dos Santos de "dois delinquentes" e cobrou o silêncio do PL catarinense diante dos ataques à ex-primeira-dama.

“Babacas”: João Rodrigues sai em defesa de Michelle Bolsonaro e ataca Figueiredo e Allan dos Santos
Foto: Reprodução
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O pré-candidato ao governo de Santa Catarina João Rodrigues subiu o tom em entrevista ao Jornal Razão para sair em defesa de Michelle Bolsonaro. O alvo da fala não foram adversários políticos, mas dois nomes da própria direita: os influenciadores Paulo Figueiredo e Allan dos Santos, ambos baseados nos Estados Unidos. “Tem dois delinquentes nos Estados Unidos, Paulo Figueiredo, um babaca, e aquele outro, Allan dos Santos, que colocaram em dúvida que o Bolsonaro seria pai da filha. É a mesma coisa que chamar uma pessoa de prostituta”, declarou.

A reação de Rodrigues se dá no contexto de ataques recentes que teriam colocado em dúvida a paternidade da filha caçula de Jair e Michelle Bolsonaro. Para o pré-candidato, a fala dos dois influenciadores configurou uma agressão contra a ex-primeira-dama, e ele afirma não ter engolido o silêncio de quem, na sua avaliação, deveria ter reagido primeiro.

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Rodrigues conta que conhece a família de perto. Diz que já esteve na casa dos Bolsonaro, que Michelle esteve na dele, e que acompanhou o companheirismo dela nos períodos mais difíceis do ex-presidente. Segundo o relato, foi Michelle quem visitava Bolsonaro nos momentos em que ele esteve preso e quem chamava os médicos de madrugada durante a prisão domiciliar.

ASSISTA À ÍNTEGRA DA ENTREVISTA

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“Você imagine ela e ele sozinhos em casa, só os dois. Quantas lágrimas choraram juntos vivendo esta injustiça que ele vive”, afirmou.

O ponto central da crítica do pré-candidato, no entanto, não é apenas o ataque, e sim a omissão que ele enxerga entre os aliados. Rodrigues lembra que Michelle era figura celebrada em eventos de direita em Santa Catarina, procurada por deputados para fotos e aproximações de campanha. Quando surgiram as divergências familiares, diz ele, esse mesmo grupo se calou. “Eu não vi ninguém do PL de Santa Catarina defender essa mulher”, disparou.

Rodrigues faz questão de marcar que quem saiu em defesa foi ele, que não integra o PL e afirma ser alvo frequente de ataques do partido. “Eu, que sou atacado permanentemente pelo grupo do PL, sou candidato ao governo e saio em defesa publicamente da mãe, da esposa. Eu estou me lixando pro voto dessa gente”, declarou. Na leitura do pré-candidato, os aliados de Michelle teriam se paralisado calculando repercussão, enquanto ele diz ter comprado a briga por princípio, sem esperar retorno nas urnas.

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O pré-candidato ainda projetou o cenário político à frente. Lembrou que Bolsonaro está preso e levantou a hipótese de um eventual retorno do ex-presidente ao jogo eleitoral, comparando a situação à de outras lideranças que voltaram após períodos fora, e deixou em aberto o peso que Michelle poderia ter nesse contexto.

Paulo Figueiredo e Allan dos Santos não se manifestaram sobre as declarações até a publicação desta reportagem.

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