O governador Jorginho Mello rebateu com veemência a ideia de que a Via Mar seria uma obra eleitoreira. Em entrevista exclusiva ao Jornal Razão, no programa Santa Política, o governador foi questionado diretamente pelo jornalista Dom Schiavi se o megaprojeto teria impacto relevante ou seria apenas uma promessa de campanha, e respondeu afastando qualquer conotação eleitoral, ao defender a rodovia como uma urgência histórica e estrutural para Santa Catarina.
Para comprovar que o projeto não é conversa mole, o governador detalhou as ações já tomadas e o motivo estratégico de antecipar o uso de verbas estaduais. Segundo ele, o projeto técnico da rodovia, que passa de 6 mil páginas, vem sendo trabalhado pela engenharia do estado desde o início da gestão.
R$ 2,1 bilhões para começar
Para garantir que a obra saia do papel independentemente da burocracia das concessões, o Estado decidiu não esperar a conclusão da Parceria Público-Privada. O governo catarinense vai investir mais de R$ 2,1 bilhões em recursos próprios para licitar e iniciar imediatamente o trecho central, entre Itajaí e Luiz Alves. “Para materializar a obra, tornar realidade, para não ficar na conversa”, justificou o governador.
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O ponto mais alto da resposta veio quando Jorginho Mello foi questionado se a Via Mar seria entregue em um eventual próximo mandato seu. O governador informou que o prazo de execução é de 42 meses e minimizou a importância de quem vai cortar a faixa na inauguração.
A gente não pode estar preocupado se termina no teu mandato ou no mandato de outros. O importante é iniciar, construir a obra. Santa Catarina não cansou de esperar e o Governo Federal não nos ajuda.
O colapso da BR-101
Para sustentar que a Via Mar é um marco histórico, o governador traçou um paralelo com o presente e a urgência econômica. Ele destacou que a BR-101 colapsou e se transformou em uma avenida represada, onde o trânsito flui como se houvesse semáforos, sufocando uma região que concentra cerca de 50% do Produto Interno Bruto do estado.
Além da urgência econômica, Mello destacou o ineditismo da intervenção, lembrando que o estado sofre de uma inércia na infraestrutura rodoviária que dura quase meio século. “A última estrada construída em Santa Catarina foi no governo Ivo Silveira, na década de 70. Então você veja bem quanto tempo o estado ficou parado”, afirmou. Na visão do governador, a Via Mar é uma solução moderna e arrojada assumida pelo estado pela necessidade de dar vazão ao crescimento catarinense, suprindo a ausência de investimentos do Governo Federal na região.





























