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Amin quer disputar presidência do Senado para frear STF: “alguém tá com medo de enfrentá-los”

Em entrevista exclusiva ao Jornal Razão, o senador confirmou a pretensão de comandar o Senado caso reeleito, criticou decisões do Supremo, comemorou a devolução de R$ 213 milhões a SC e classificou fala de Lula sobre racismo como "crime de responsabilidade"

Amin quer disputar presidência do Senado para frear STF: “alguém tá com medo de enfrentá-los”
Foto: Reprodução
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Sentado diante do microfone, o senador Esperidião Amin (PP) não hesitou ao ser questionado sobre o que faria com um novo mandato: pretende disputar a presidência do Senado Federal e usar a cadeira mais alta da Casa para barrar o que classifica como excessos do Supremo Tribunal Federal. Em entrevista exclusiva ao Jornal Razão, o parlamentar de mais de 45 anos de vida pública transformou a conversa num raio-x dos embates que definem o momento político catarinense e nacional, do 8 de janeiro à devolução de centenas de milhões aos cofres do Estado.

O senador foi contundente ao mirar a Suprema Corte. Amin contrastou a condenação de 17 anos imposta a um empresário catarinense, acusado de doar R$ 500 aos manifestantes do 8 de janeiro, com a anulação de sentenças da Operação Lava-Jato e a soltura de líderes de facções criminosas. Para ele, o desequilíbrio expõe uma distorção que o próprio Legislativo ajudou a alimentar pela omissão.

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Alguém tá com medo de enfrentá-los.

Esperidião Amin, senador (PP), sobre a postura do Congresso diante dos ministros do STF

Ao comentar a postura do Congresso diante dos ministros, Amin lembrou que o Senado, responsável constitucional por julgar integrantes do Supremo, nunca abriu um único processo contra um ministro da Corte em 200 anos de história. Segundo o parlamentar, é essa inércia que alimenta a sensação de impunidade seletiva.

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Projeto contra abusos

Como resposta legislativa, o senador defendeu um projeto de lei de sua autoria que obriga as redes sociais a notificarem a OAB, o Ministério Público Federal e o próprio STF sempre que removerem uma publicação sem ordem judicial prévia. A lógica, explicou, é criar um constrangimento público e um rastro formal contra abusos de moderação, dando visibilidade a cada remoção.

R$ 214 milhões de volta

No campo estadual, Amin comemorou uma vitória concreta: a devolução de quase R$ 214 milhões aos cofres de Santa Catarina, referente a recursos que o Estado havia repassado ao governo federal para obras em rodovias federais durante a gestão de Carlos Moisés. O senador explicou que o ressarcimento só se tornou possível depois que o Congresso derrubou, em novembro de 2025, um veto do presidente Lula que travava justamente o abatimento desses valores na dívida do Estado com a União.

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O parlamentar detalhou a peregrinação de anos até o dinheiro voltar. Foram seis iniciativas legislativas apresentadas desde 2022 pela bancada catarinense até que o veto presidencial fosse rejeitado por 436 votos na Câmara e 66 no Senado, com a bancada de Santa Catarina unânime nas duas Casas. O crédito, corrigido, gira em torno de R$ 450 milhões e equivale a cerca de sete parcelas mensais da dívida estadual.

Sobre a crise de infraestrutura na BR-101, Amin defendeu que o Estado precisa estar disposto a investir recursos próprios diretamente caso as renegociações com a concessionária resultem em aumentos abusivos de tarifa. Para o senador, governar exige sacrifício e negociação direta, sem transferir integralmente ao usuário o custo de impasses federais.

Apoio a Flávio e 8 de janeiro

Questionado sobre a corrida presidencial, Amin confirmou que seu partido apoiará a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, destacando o que chamou de lealdade mútua construída em pautas espinhosas no Congresso. O senador também defendeu o projeto de anistia aos presos do 8 de janeiro e a revisão do inquérito que apura os atos.

Nesse ponto, o parlamentar fez uma denúncia grave: afirmou que o sistema de inteligência alertou 49 agências, na noite de 6 de janeiro, sobre a provável invasão dos prédios federais, mas que nenhuma autoridade teria tomado providências para impedir os atos. Segundo Amin, a omissão de quem tinha o dever de agir é parte central que ficou de fora da apuração oficial.

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Resposta a Lula

Um dos momentos de maior tensão veio quando Amin respondeu às recentes declarações do presidente Lula, que em visita a Itajaí comparou atitudes atribuídas a catarinenses às práticas de Hitler ao tratar de racismo. O senador classificou a fala presidencial como um “crime de responsabilidade”, por, segundo ele, induzir o país a enxergar o povo catarinense como racista de forma generalizada. Amin defendeu que Santa Catarina é justamente o estado que mais acolhe trabalhadores e imigrantes no Brasil, tendo recebido mais de 500 mil moradores de outras regiões na última década.

Sobre o tabuleiro das eleições estaduais, o senador avaliou de forma positiva a nova aliança formada entre PP, PSD, MDB e União Brasil, articulação que ganhou força depois que o governador Jorginho Mello (PL) optou por montar uma chapa pura. Em tom irônico, Amin cutucou a atual gestão estadual pela falta de projetos executivos prontos para obras públicas.

Se eu estou licitando para contratar o projeto, é porque eu não tenho.

Esperidião Amin, senador (PP)

A entrevista encerrou com o senador exaltando a força do empreendedorismo catarinense, ao relembrar o legado de pioneiros como Atílio e Omar Fontana, que transformaram as dificuldades logísticas do Oeste na fundação de gigantes como a Sadia e a Transbrasil, usando a aviação para levar a carne suína do Estado ao resto do país. A entrevista completa está disponível no canal do Jornal Razão.

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